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APENAS R$ 600 ARRECADADOS 02.06.2026 | 07h32

Moretti fala da inadimplência do IPTU de VG e critica Wanderley; ‘não aprovou porque não quis’

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Laisa Stofel

laisa@gazetadigital

Fred Moraes/ GD

Fred Moraes/ GD

A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), afirmou que não é possível cumprir promessas de reformas na infraestrutura da cidade por conta da baixa arrecadação do Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU). Segundo ela, do valor estimado de R$ 160 mil do bairro Eliane Gomes, que deveria ser pago, apenas R$ 600 chegaram aos cofres municipais em 2026.

 

“Então, além da baixa arrecadação que nós temos no nosso município, com a média de 26% de adimplência, eu não consigo fazer asfalto, recapear e tapar buraco, se eu não tiver dinheiro. A promessa de milhões de reais do governo do Estado para tapar buraco, para recapear, ainda não chegou às contas do município. Não tenho como fazer enquanto não tiver uma arrecadação positiva ou recursos advindos de diversos”, afirmou a prefeita em coletiva na última quinta-feira (28).

 

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Quando questionada sobre as promessas que havia feito para os bairros, Flávia declarou ter entrado com pedido de recursos por meio do Financiamento à Infraestrutura e ao Saneamento (Finisa), mas que seu processo foi negado na Câmara Municipal. Ainda, ela explica que, neste ano, o recurso está vindo por meio da Lei Orçamentária Anual (LOA) e agora aguarda a liberação pela Caixa Econômica.

 

“Estou tentando uma agenda na Caixa Econômica com o superintendente para ver a possibilidade de liberação rápida desse Finisa, que é de R$ 90 milhões, com R$ 60 milhões agora e R$ 30 milhões no ano que vem”, declarou a gestora.

 

Ainda, Moretti fala sobre os desafios que enfrenta para equilibrar os gastos com baixo orçamento. Ela explica que precisa “dividir entre folha, insumos da saúde e o tapar buraco”.

 

“Aí eu tenho que me dividir e rebolar. Se o cidadão não tem a responsabilidade de contribuir com o imposto, que o IPTU é para a saúde, para a infraestrutura, para manter a máquina pública. Então, daí, se eu não tenho arrecadação, De onde eu vou tirar o dinheiro para fazer o município inteiro?”, questiona.

 

A prefeita ainda critica a gestão passada, afirmando que todos os anos eram pegos mais de R$ 150 milhões com o Finisa, mas que em seu governo está trabalhando com o “pouquinho que cai nos cofres públicos”. Além disso, quando questionada sobre a alegação feita pelo presidente da Câmara, Wanderley Cerqueira (MDB), de que ela teria perdido o prazo do Finisa, a gestora alega que “é mentira”.

 

“A lei estava lá para ser aprovada. Ele tirou de pauta, foi pedido vista pelo Feitosa e não votaram a lei. Não precisa pedir vista de uma lei que é um pedido de autorização de Finisa, gente. A lei sempre foi passada pelos outros gestores. Então é mentira do presidente da Câmara. A lei estava lá, ele não a aprovou porque não quis”, concluiu indignada.

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