Já definiu o lado 10.10.2019 | 11h54

pablo@gazetadigital.com.br
MARCUS VAILLANT
Deputado federal e presidente estadual do PSL em Mato Grosso, Nelson Barbudo(PSL) criticou o movimento de parte da bancada federal do PSL, que tenta destituir o presidente da sigla, Luciano Bivar (PSL-PE), o que classificou como tentativa de "puxada de tapete".
"Não participo de conluio na calada da noite para tentar destituir presidente de partido. Não participo dessa palhaçada", disse Barbudo ao
ao sair em defesa de Bivar.
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O parlamentar ainda disse que tem evitado se posicionar publicamente sobre o assunto para evitar especulações, mas que nunca teve medo de dar sua opinião. "Nunca tive medo de nada, medo não existe em minha vida", afirmou. "O que estão tentando fazer com o Bivar é uma palhaçada. Se hoje eles são parlamentares foi porque o Bivar deu a legenda para que disputassem as eleições", completa.
O deputado ainda ironizou a lista dos deputados que declararam apoio a Bolsonaro, da qual ele não assinou. "Vieram com uma lista marcada para que eu assinasse, com a desculpa de declarar apoio ao presidente Bolsonaro. Mas na verdade esse documento tinha a intenção de tirar o Bivar da presidência. Não preciso assinar lista para provar o meu apoio ao presidente. Ele sabe da minha lealdade", declarou.
Se autodelcarando Bolsonarista e apoiador convicto de Luciano Bivar, Barbudo diz esperar o desfecho da crise interna do PSL, para depois tomar a sua decisão. "Se o presidente vier a sair do PSL, o que acho pouco provável, eu vou conversar com ele o com Bivar", explicou, afirmando que a tendência é seguir o presidente.
"Eu sou fiel ao presidente até por conta da nossa amizade. Mas dependendo da sigla que ele for, eu permaneço no PSL. Mas serei 100% o governo dele, votando com ele em tudo", garantiu Barbudo.
Barbudo ainda diz que a crise dentro do PSL prejudica de alguma forma as negociações do governo com as forças políticas no Congresso. "Esse grupinho acha que estão defendendo o presidente, mas na verdade estão o prejudicando".
A crise ocorreu após o presidente dizer a um apoiador que o PSL e presidente da sigla, Luciano Bivar, estavam "queimados" e que ele deveria esquecer o partido. Após a fala, Bivar rebateu o presidente e disse que ele está afastado da sigla. Bolsonaro chegou a cogitar deixar a sigla, mas depois voltou atrás e disse que só sairá expulso do PSL.
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