NO ALVO DO TCE 03.06.2026 | 11h00

fred.moraes@gazetadigital.com.br
Christiano Antonucci/Secom-MT
O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), evitou comentar a decisão do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) de ampliar as investigações sobre a compra de livros didáticos para a Secretaria de Estado de Educação (Seduc). Ao ser questionado sobre o assunto, o republicano afirmou que cabe aos órgãos de controle apurar eventuais irregularidades e responsabilizar os envolvidos, caso sejam constatadas ilegalidades.
Em entrevista à imprensa, Pivetta não se aprofundou sobre o assunto, que há uma semana movimenta a política e surgiu após uma denúncia do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, após uma auditoria interna que teria identificado o pagamento de R$ 21 milhões em livros de baixa qualidade e que teria sido feito por IA (Inteligência Artificial), durante 2025 e 2026, quando o secretário municipal foi Amauri Monge.
“Olha só, cada qual no seu quadrado. O município tem órgãos de controle para denunciar, tem a Câmara de Vereadores para fiscalizar, tem o Tribunal de Contas, tem o Ministério Público. Então não faltam órgãos de controle e fiscalizadores. Eu espero que esses órgãos funcionem, investiguem. Se tiver culpado, os culpados que paguem. Não tenho nada para falar”, declarou.
A fala ocorre após o presidente do TCE-MT, Sérgio Ricardo, anunciar que a Corte irá analisar não apenas as compras realizadas pela Prefeitura de Cuiabá, mas também as aquisições de livros feitas pela Seduc. Segundo o conselheiro, chamou atenção o valor pago por alguns materiais didáticos, que teriam custado próximo de R$ 1 mil por unidade.
Sérgio Ricardo afirmou que a análise dos contratos da Seduc não representa acusação prévia contra a pasta estadual, mas destacou a necessidade de verificar os critérios adotados nas compras e a utilização efetiva dos materiais nas unidades de ensino.
“O Estado também adquiriu muitos livros. Isso não é nenhuma acusação, mas o Tribunal de Contas já está fazendo algumas análises e vou colocar dentro dessa avaliação a aquisição de todos os livros comprados pela Secretaria de Educação”, afirmou o presidente do TCE.
As investigações colocam Amauri Monge duas vezes no foco. Já que, antes de assumir a pasta na Capital, ele atuou como secretário-adjunto da Seduc entre 2019 e 2025. Na época, chegou a ser alvo de questionamentos do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT) em razão da aquisição de materiais didáticos, embora os procedimentos tenham sido posteriormente arquivados pelo Ministério Público Estadual.
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