emendas investigadas 23.03.2026 | 14h10

fred.moraes@gazetadigital.com.br
Otmar de Oliveira
O vereador Chico 2000 (sem partido), completa, na próxima sexta-feira (27), dois meses de afastamento do cargo em decorrência da Operação Gorjeta, da Polícia Civil, que investiga uso irregular de emendas parlamentares, mas segue sem previsão de retorno à Câmara. Apesar do fim do período estabelecido pela medida cautelar, o retorno não é automático.
Conforme apurado pelo
, a permanência fora do cargo está condicionada à conclusão de uma auditoria interna que analisa a destinação de emendas parlamentares, considerada peça-chave tanto para a defesa quanto para a acusação. Os responsáveis pela apuração solicitaram a prorrogação do prazo para entrega do relatório pericial até o dia 15 de abril. O documento deve apontar se houve ou não irregularidades na aplicação dos recursos investigados.
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A estratégia da defesa é aguardar a finalização dessa análise técnica antes de ingressar com pedido de revisão da medida cautelar. A solicitação será feita ao mesmo magistrado que determinou o afastamento, com base nas conclusões da perícia.
Nos bastidores, a avaliação é de que o relatório pode dar maior segurança jurídica para uma eventual decisão de retorno, ao esclarecer se houve desvio na execução das emendas. A defesa sustenta que não há indícios de crime e aposta que a auditoria comprovará a regularidade dos repasses.
Chico 2000 foi afastado após ser alvo da Operação Gorjeta, que apura um suposto esquema de devolução de parte de emendas parlamentares destinadas a entidades e empresas. Segundo a investigação, haveria direcionamento de recursos públicos com posterior retorno parcial dos valores ao parlamentar.
Além dele, outras cinco pessoas também foram atingidas por medidas cautelares, como a proibição de acesso a prédios públicos, contato entre investigados e saída da comarca, além da entrega de passaportes.
Mesmo fora do cargo, o vereador continua recebendo salário de R$ 35.209,32, conforme dados do Portal da Transparência. O pagamento é mantido com base no entendimento de que o afastamento tem caráter cautelar, e não punitivo, seguindo o princípio da presunção de inocência, o mesmo aplicado durante a Operação Perfídia, em 2024.
Chico também já havia sido alvo da Operação Rescaldo, deflagrada em 2025, que investigou suspeita de compra de votos.
Com a nova prorrogação, a definição sobre o futuro político do parlamentar deve ficar para abril, quando a conclusão da auditoria poderá embasar o pedido de retorno ou a manutenção do afastamento.
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