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Deu em A Gazeta 27.08.2020 | 07h47

Queda de braço no palácio faz Pivetta 'cogitar' 2022

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Mayke Toscano

Mayke Toscano

A eleição suplementar para o Senado em Mato Grosso afetou em cheio o governo Mauro Mendes (DEM) e chegou na iminência de uma possível renúncia do vice-governador Otaviano Pivetta (PDT) do cargo, para disputar o governo do Estado em 2022.

A crise interna no Palácio Paiaguás, conforme apurou a reportagem, dividiu o executivo em dois grupos: Um pró candidatura de Carlos Fávaro (PSD) e outro de apoio a Pivetta.

 

O pivô desta crise seria o chefe da Casa Civil Mauro Carvalho. Pivetta e Carvalho entraram em rota de colisão quando o secretário teria afirmado ao governador que a melhor estratégia seria apoiar Fávaro. Em resposta, Pivetta acusou o chefe da Casa Civil de ‘estar a serviço’ dos primos Blairo e Eraí Maggi, que seriam os avalizadores da candidatura de Carlos Fávaro.

 

Diante disso, Pivetta teria tido dificuldades em alguns projetos de sua responsabilidade. A Casa Civil nega qualquer interferência neste sentido.

 

Convite para 2022
Com a crise se agravando, e sem o governador Mauro Mendes (DEM) anunciar quem apoiaria, Pivetta recebeu o convite de um grupo de partidos para desistir de disputar o Senado e concorrer ao governo do Estado em 2022. O convite partiu dos senadores Jayme Campos (DEM) e Wellington Fagundes (PL), e do ex-deputado Nilson Leitão (PSDB), além do MDB.

 

Pivetta deixaria de ser candidato e apoiaria Leitão, tendo o compromisso das 4 siglas em apoiá-lo na sucessão de Mendes.

Tal convite é um dos motivos da crise interna entre o grupo dos irmãos Jayme e Júlio Campos e o grupo de Mendes.

 

Fontes ouvidas por A Gazeta garantem que Pivetta se sentiu atraído pela ideia. Porém, o governador Mauro Mendes conseguiu contornar a situação após uma conversa pessoal com o vice-governador.

 

Mendes garantiu o seu apoio à Pivetta pela amizade e o companherismo de ambos. Apesar do desfecho ‘feliz’, a discussão foi acalorada.

 

Pivetta lembrou que sempre apoiou Mendes em suas eleições, inclusive sem o seu vice em 2010 e sempre financiando a campanha.

 

Apesar de ter declarado o apoio pessoalmente a Pivetta, o governador ainda não fez uma declaração oficial, muito menos comunicado o senador interino Carlos Fávaro de sua decisão.

 

Outro lado
A reportagem entrou em contato com todos os envolvidos na tarde de ontem, que não atenderam as ligações e nem retornaram.

 

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