'é o processo legal' 18.07.2025 | 15h05

redacao@gazetadigital.com.br
Fred Moraes
Apesar de flertar politicamente com a direita e setores do bolsonarismo, a senadora Margareth Buzetti (PSD) adotou um tom moderado ao comentar a operação deflagrada nesta sexta-feira (18), pela Polícia Federal, contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Diferente dos aliados mais próximos do ex-chefe do Planalto, Buzetti evitou falar em perseguição política e defendeu o respeito ao devido processo legal.
“O Bolsonaro teve e está tendo a chance de defesa em todas as fases do processo. É o devido processo legal. Essa é mais uma das fases. Isso já estava sendo esperado”, afirmou a senadora em entrevista à imprensa.
Em 2022, a parlamentar apoiou o projeto de reeleição do ex-presidente. Contudo, ao analisar o cenário político, Buzetti foi direta ao classificar a situação de Bolsonaro como irreversível. Para ela, a inelegibilidade do ex-presidente é um ponto já consolidado no processo político brasileiro, mesmo que o assunto não tenha sido digerido por aliados.
Leia também - Senadores criticam STF por colocar tornozeleira em Jair Bolsonaro
“Ele já estava ontem [inelegível], continua hoje. Então, para mim, é muito difícil que ele consiga reverter. As pessoas têm que entender que ele está inelegível. É isso. Eu parto desse princípio. Você tem que ter algo palpável, algo que possa ser realizado. Hoje o Bolsonaro não pode ser candidato”, continuou.
Questionada sobre possíveis nomes para representar a direita nas eleições de 2026, Buzetti citou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), como uma opção viável para enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Acho um bom nome”.
Operação da PF
Jair Bolsonaro foi alvo de mais uma operação da Polícia Federal na manhã desta sexta. Conforme decisão assinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-presidente confessou, de forma “consciente e voluntária”, tentativa de extorsão contra a Justiça brasileira. A ação também aponta que ele atuou junto ao deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) para interferir em investigações em curso na Corte.
Por determinação do STF, Bolsonaro está obrigado a usar tornozeleira eletrônica, não pode deixar sua residência durante o período noturno, está proibido de utilizar redes sociais, de manter contato com embaixadas e de se comunicar com outros réus ou investigados.
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Marinaldo - 19/07/2025
Que País ela tá vivendo, Só pode ser na Venezuela.
Marcio Aurélio Gomes Tavares - 18/07/2025
Parabéns Senadora. Isso é demonstração de bastante maturidade e serenidade,
2 comentários