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buzinaço 15.09.2020 | 10h29

Servidores da educação fazem carreata contra Mauro Mendes

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Divulgação

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Servidores da educação realizam uma carreata na manhã desta terça-feira (15) contra o governador Mauro Mendes (DEM). Na pauta, o congelamento dos salários e o direito à eleição dos diretores das escolas. Os professores e funcionários saíram do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) e passaram pelo Palácio Paiaguás, Ministério Público do Estado (MPE) e Tribunal de Contas do Estado (MPE).

 

“O governo do estado de Mato Grosso é aquele que busca precarizar a carreira dos trabalhadores da educação para precarizar o serviço público e não respeitar aquilo que foi conquistado à duras penas”, afirmou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público (Sintep), Valdeir Pereira.

 

Leia também - Mendes diz que gestão de Taques foi 'melancólica' e que ele será julgado pelo povo novamente

 

Um dos pontos de polêmica entre a categoria e o governo é a escolha dos diretores de escolas, que desde a década de 1990 era feita por eleições nas comunidades escolares, que foram adiadas pela atual gestão e agora suspensas, com substituição por processo seletivo para diretores.

 

Outra questão que foi alvo de buzinação, inclusive em frente à Assembleia Legislativa foi o cumprimento da lei 510/2013, aprovado no governo de Silval Barbosa, que previa a dobra do poder de compra, ou seja, o aumento dos salários acima da inflação, mas que não foi cumprido em 2019 e 2020.

 

“Sabemos do limite da pandemia, sabemos que se fosse outro contexto, os trabalhadores estariam mobilizados e quiçá estariam em uma segunda greve. Mas não podemos descansar um minuto sequer contra o governo do estado”, argumentou o presidente do Sintep.

 

De acordo com Pereira, a categoria também é contra o retorno das aulas presenciais. “Qualquer retomada às atividades às aulas presenciais é um risco para as nossas crianças. Entendemos a necessidade de interação com os nossos estudantes, mas não da forma como vem acontecendo, que tem excluído parcela dos nossos alunos”.

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Comentários

Rodrigo - 15/09/2020

Será que é por que a mamata vai acabar? O servidor/professor passou no concurso para para lecionar. A parte burocrática deve ser gerido por alguém que tenha competência. Se a medida tomada pelo governador for nesse norte, buscando a melhoria na qualidade do ensino público , está de parabéns!!! Está na hora desses professores pararem de chorar por mais direito e assumir parte da culpa da precariedade no ensino público, não deixando de fora os alunos e o Estado. É hora de termos educadores que lutem pela causa do ensino público e de qualidade. Isso não se dá apenas por meio de mais direitos.

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