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DEU EM A GAZETA 08.08.2026 | 07h00

Adversários disputam autoria de denuncia sobre caso Oi

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Adversários do candidato ao Senado e ex-governador Mauro Mendes (União), alvo de investigação da Polícia Federal em suposto esquema de desvio milionário, aproveitaram para se manifestar sobre o assunto em meio à repercussão nacional. Em suas redes sociais, os também candidatos ao Senado, deputada estadual Janaina Riva (MDB) e ex-governador Pedro Taques (PDB), reivindicam a paternidade de terem dado início às apurações que culminaram na megaoperação.

 

"Nessa caso da Oi, eu sempre disse: não vou desistir. Mauro roubou 308 milhões de reais. E poucos colocaram esse dinheiro no bolso através de fundos. Esse dinheiro era para ajudar a colocar mais policiais nas ruas, a dar mais segurança ao cidadão, resolver o problema das cirurgias eletivas e para evitar que mulheres continuem a morrer em Mato Grosso", destacou Taques, em vídeo publicado na quinta-feira (6).

 

Ao criticar diretamente os alvos da investigação, Janaina cita que é necessário acabar com o jogo dos poderosos, que acham que podem ditar os rumos de Mato Grosso. Além de Mauro Mendes, são alvos da PF o deputado federal Fábio Garcia, candidato a vice-governador de Otaviano Pivetta (Republicanos) nessas eleições, mas esteve à frente da Casa Civil na gestão de Mauro. O atual chefe da pasta, Mauro Carvalho, também é investigado na operação.

 

"É fruto de uma denúncia que eu fiz no ano passado. Eu fui a primeira a ter coragem de denunciar algo que eu sabia que era impossível de estar certo. Por causa dessa denúncia que eu fiz, eu fui perseguida de forma cruel. Os poderosos de plantão queriam me calar a qualquer custo, mas eu nunca me acovardei", disse Janaina.

 

Outro candidato ao Senado nessas eleições, Antônio Galvan (Avante), declarou que tal operação foi feita para se confirmar as denúncias apresentadas por Taques há um tempo atrás, além de enfatizar a importância das apurações e punição aos envolvidos, caso realmente se confirmem as infrações.

 

"Esse assunto, principalmente esses R$ 308 milhões dessa negociata, é um assunto que já veio à tona há muito tempo. Tem que se apurar porque os fatos existem, documentos existem. Sendo comprovadamente feitos todos esses passos, tem que haver a punição exemplar, principalmente para quem usou o maior cargo do Estado de Mato Grosso, que é um governador", frisou Galvan.

 

A candidata ao governo do Estado, Natasha Slhessarenko (PSD), também se manifestou em nota, com críticas ao governo que atua em benefício de um pequeno grupo. "O Estado está mergulhado em corrupção e escândalos. Esse modelo de governo é eficiente para poucos e impõe sofrimento à maioria. É um governo que não cuida das pessoas. Tem porta aberta pra banqueiro, lobista e corruptos, mas porta fechada para quem precisa", salientou a médica.

 

Já o deputado estadual Júlio Campos (União) não deixou de alfinetar os colegas de partido ao publicar um vídeo passando em frente à sede da PF, em Cuiabá. "Alguém sabe o que está acontecendo na Polícia Federal hoje?", ironizou o deputado.

 

Embora sejam da mesma sigla, a racha interna da família Campos com o grupo de Mendes se confirmou após a convenção partidária do União Brasil, que rejeitou lançar o senador Jayme Campos (União) como candidato ao governo, optando pelo apoio ao governador Otaviano Pivetta (Republicanos), desde o começo preferência de Mauro e aliados.

 

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