Dívida antiga 06.09.2019 | 07h16

redacao@gazetadigital.com.br
OTMAR DE OLIVEIRA
O repasse de R$ 62 milhões do Estado para a saúde de Cuiabá voltou a ser cobrado pelo prefeito Emanuel Pinheiro (MDB). Conforme o gestor, o Executivo foi notificado em 72 horas para pagar a dívida. Caso o dinheiro não entre nos cofres municipais, a ação será judicializada.
De acordo com o chefe do Executivo municipal, Cuiabá carrega a saúde do Estado nas costas, entretanto, não se importa de liderar este processo. Mas o dinheiro é importante para continuar atendendo a população.
Leia também - Secretário notifica Estado a pagar dívida de R$ 62 milhões
“Esse recurso pertence à Cuiaba, não abro mão de nada que pertence a Cuiabá. Faço tudo pela minha cidade. Nós não nos importamos poder de liderar esse processo, até porque Cuiabá é a Capital, mas tudo tem limite. São R$ 60 milhões que o Estado deve a Capital, isso precisa haver uma composição, precisa ser pago”.
Questionado se durante o governo Pedro Taques (PSDB) ele estava mais tranquilo com a condição dos repasses, Pinheiro afirma que neste período havia um diálogo, ainda que o dinheiro ficasse atrasado.
“Ficava um ou dois meses sem repassar nada, mas sentava e negociava. Designou um secretário, o então secretário adjunto de Fazenda Serafim, para negociar constantemente com secretário de Fazenda da Capital, Antônio Roberto Possas de Carvalho. Constantemente havia os repasses, estava bastante atrasado, não era uma situação facil, mas havia um contato”, detalha.
Ao confirmar a falta de diálogo com o então governador Mauro Mendes (DEM), Pinheiro diz que eles não precisam ser amigos, mas que acordos podem ser feitos em prol da capital mato-grossense.
Ele ainda diz que está no modo “Emanuel Paz e Amor”, sem vontade de causar atritos. “Estou pronto pra conversar, pra dialogar, sentar a mesa para discutir obras, ações projetos e recursos para Cuiabá”.
“O prefeito e o governador não precisam ser amigos, não precisam estar juntos, tomar cerveja juntos para trazer os benefícios para a Capital. mas é necessário que ambos tenham uma convivência institucional, republicana, de alto nível, porque Cuiabá precisa do Estado e o Estado precisa de Cuiabá”.
Dívida dos R$ 82 milhões
A novela dos R$ 82 milhões ocorre desde o final de 2018. O recurso destinado pela bancada federal era para a compra de equipamentos para o novo Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) e foi liberado em dezembro de 2017. Porém, o atraso nos projetos para equipar a nova unidade hospitalar, fez com que o recurso fosse utilizado pelo governo do Estado, na gestão Pedro Taques, para custeio de outras dívidas da saúde.
Na época, a decisão para uso do valor para outros fins ocorreu porque a obra ainda estava em 50%. Por isso seriam usados R$ 50 milhões para a quitação de repasses atrasados com diversos municípios e hospitais regionais. Já os outros R$ 32 milhões seriam repassados após o término da obra.
Esses recursos faziam parte do programa “Chave de Ouro”, do governo Federal, para entregar várias obras pelo Brasil com ajuda do governo Michel Temer (MDB).
Diante desse novo recurso, o governador Pedro Taques, antes de deixar a gestão, realizou um cronograma de repasse dos R% 82 milhões em 30 meses no valor de R$ 2,7 milhões.
Publicidade
Publicidade
Milho Disponível
R$ 66,90
0,75%
Algodão
R$ 164,95
1,41%
Boi à vista
R$ 285,25
0,14%
Soja Disponível
R$ 153,20
1,06%
Publicidade
Publicidade
O Grupo Gazeta reúne veículos de comunicação em Mato Grosso. Foi fundado em 1990 com o lançamento de A Gazeta, jornal de maior circulação e influência no Estado. Integram o Grupo as emissoras Gazeta FM, FM Alta Floresta, FM Barra do Garças, FM Poxoréu, Cultura FM, Vila Real FM, TV Vila Real 10.1, TV Pantanal 22.1, o Instituto de Pesquisa Gazeta Dados e o Portal Gazeta Digital.
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem a devida citação da fonte.