na Papudinha 01.02.2026 | 07h30
Wilton Junior/Estadão Conteúdo - 11/09/2025
Um relatório encaminhado pela PMDF (Polícia Militar do Distrito Federal) ao STF (Supremo Tribunal Federal) detalha a rotina do ex-presidente Jair Bolsonaro no período de 15 a 27 de janeiro de 2026, na Papudinha. O documento foi enviado em cumprimento a despacho do ministro Alexandre de Moraes e reúne registros diários sobre atendimentos médicos, visitas, atividades físicas, assistência religiosa e encontros com advogados.
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De acordo com o ofício, Bolsonaro recebeu atendimentos médicos frequentes, realizados principalmente por profissionais da SES-DF (Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal), além de médicos particulares. As avaliações, segundo a PMDF, tiveram caráter predominantemente clínico e preventivo, com monitoramento de sinais vitais e do estado geral de saúde. Em alguns dias, também foram registradas sessões de fisioterapia.
O relatório aponta que o ex-presidente realizou atividades físicas leves, sobretudo caminhadas, em horários previamente controlados. Não houve, no período analisado, registro de atividade laboral nem de remição de pena por leitura.
Parentes e advogados
As visitas ocorreram de forma pontual. Bolsonaro recebeu a esposa, Michelle Bolsonaro, em mais de uma ocasião, e o filho Carlos Bolsonaro, com horários e datas discriminados pela custódia. Também há registros de atendimentos regulares de advogados, com a identificação dos profissionais e o tempo de permanência.
Em um dos dias, a PMDF comunicou a realização de perícia da Polícia Federal nas dependências da Papudinha. O documento também menciona a presença eventual de capelania, sem detalhar o conteúdo do atendimento religioso.
Ao final, a Polícia Militar ressalta que todas as informações prestadas seguem registros administrativos e operacionais da unidade responsável pela custódia, em observância às determinações do Supremo Tribunal Federal.
Condenação
Antes de ser transferido para a custódia PMDF, Bolsonaro estava preso na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde cumpria a pena de 27 anos e 3 meses de prisão imposta pelo STF.
A Primeira Turma da Corte considerou o ex-presidente culpado por liderar uma trama para tentar abolir violentamente o Estado Democrático de Direito e promover um golpe de Estado após a derrota nas eleições de 2022. O ex-chefe do Executivo também foi considerado culpado pelos crimes de participação em organização criminosa armada, dano qualificado por violência e ameaça grave e deterioração de patrimônio histórico tombado.
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