garoto está foragido 03.03.2026 | 14h40
Reprodução
Um dos suspeitos de estupro coletivo contra uma menor de 17 anos é filho de um subsecretário do governo do Rio de Janeiro. José Carlos Costa Simonin é subsecretário de Governança, Compliance e Gestão Administrativa, órgão é vinculado à Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos do governo de Cláudio Costa (PL). Ele é pai de Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos, um dos suspeitos que teve a prisão decretada e está foragido.
A reportagem tentou contato com o subsecretário, através da pasta, e também com a defesa do suspeito. Até a publicação deste texto, não havia obtido resposta. Este espaço segue aberto.
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Em nota divulgada em sua página no Instagram, a secretária Rosangela Gomes diz ter tomado conhecimento “das graves denúncias envolvendo o filho do subsecretário Simonin. Recebo essas informações com profunda indignação e tristeza”.
A secretária diz que a gestão é pautada pela defesa intransigente dos direitos das mulheres e pelo combate à violência e “jamais compactuaria com qualquer ato que fira a dignidade feminina ou a integridade de nossas jovens”. Ainda segundo a nota, através do Governo do Estado do RJ, a Secretaria da Mulher já está prestando todo apoio jurídico e psicológico à adolescente e sua família.
Em nota ao Estadão, a Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos reafirma seu compromisso inegociável com a proteção da dignidade humana, com o respeito à vida e com a garantia de direitos da população fluminense.
O governo do Rio também emitiu nota repudiando “veementemente o ato de extrema violência cometido contra uma adolescente em um apartamento em Copacabana”. Na nota, o governo não comenta o fato de um dos suspeitos ser filho do subsecretário.
Quem são os supeitos
Segundo a nota, a Polícia Civil já concluiu a investigação e identificou os cinco suspeitos do que chama de barbárie — um menor de idade e quatro maiores que tiveram as prisões decretadas pela Justiça.
Um deles, Matheus Mattheus Verissimo Zoel Martins, de 19 anos, se apresentou à polícia nesta terça e foi preso. A prisão foi confirmada pela Polícia Civil. O Estadão tenta contato com a defesa. Em nota enviada ao Estadão, a defesa de João Gabriel Xavier Bertho negou “com veemência” a ocorrência de estupro e emboscada. Afirmou que ele não tem nenhum histórico de violência e que, até o momento, não teve oportunidade de ser ouvido para se defender. A reportagem tenta contato com a defesa dos demais suspeitos.
Nesta terça-feira (3), a 6ª Câmara Criminal do Rio negou pedido de habeas corpus para revogar a prisão de três dos suspeitos que são procurados pelo crime. O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) diz em nota que mais informações não podem ser dadas porque os processos que envolvem estupros e menores tramitam em segredo de justiça.
O crime aconteceu na noite de 31 de janeiro. Segundo a investigação, o menor convidou a vítima, colega de escola, para ir a um apartamento, em Copacabana, zona sul do Rio. O rapaz queria que ela levasse uma amiga, mas a adolescente foi sozinha.
No elevador, o jovem avisou que mais amigos estariam no local, mas ela recusou qualquer relação com eles. No apartamento, ela foi levada para o quarto pelo rapaz e, quando mantinham relação sexual, os outros quatro entraram no local. Ela pediu que não fosse tocada, mas os rapazes tiraram a roupa e todos a violentaram.
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