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personagem diferenciado 22.07.2019 | 11h49

Vivendo um traficante em Topíssima, Bruno Guedes se posiciona sobre as drogas

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Reprodução/Instagram

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Dando vida a Edison em "Topíssima", Bruno Guedes, de 25 anos, vem se destacando na trama. Afinal o personagem é bem diferente de outros traficantes que estamos acostumados a ver sendo retratados nas telas. Ele é um estudante de medicina, de boa aparência, ou seja, foge dos esteriótipos.   

 

O ator acredita na importância de debater este tema, por várias óticas. E, inclusive, deveria ganhar uma discussão mais aprofundada. 

 

"Deveria ocorrer um debate maior sobre isso na sociedade. Porque já temos o exemplo de outros países que utilizam a maconha de forma medicinal. Inclusive, na última semana, li uma reportagem, no mês passado, em que um desses países havia conseguido gerar um rombo de quase 2 milhões no tráfico, porque quem passou a controlar a comercialização da maconha foi o Estado. Então acredito que tendo esse dinheiro conseguiríamos investir de uma forma mais humana em setores que são realmente necessários na sociedade", pontua o artista, que ficou conhecido do público ao dar vida a Lucas em "Malhação: Pro Dia Nascer Feliz".

 

Uma cena tensa chamou a atenção de quem assiste à novela da Record. Nela, Edison é perseguido e quase morto por Taylor (Emílio Orciollo Neto), um outro traficante na trama. Sobre a cena, Bruno diz que recebeu a cena com entusiasmo, mas ao pensar que aquilo é uma realidade no submundo das drogas lamentou. 

 

"Quando peguei o roteiro para ler achei muito legal. Mas quando reli, por mais vezes, a ficha começou a cair. E é triste saber que isso é uma realidade do nosso mundo e que essas coisas acontecem no mundo do tráfico e do crime. Um mata o outro para sobreviver e a corda sempre vai roendo para o lado do mais fraco. E naquele momento o lado do meu personagem era o mais fraco. Então os chefes do tráfico tentaram matar o "Edson" para que ele não entregasse o esquema abordado na novela", pondera o artista que conta como foram as gravações: 

 

"A sequência de cena foi gravada em Teresópolis, acompanhado de nosso diretor geral e grande elenco, como Emílio Orciollo Netto, Felipe Cardoso e Floriano Peixoto. Então eram os medalhões da Record fazendo essa cena comigo. Foi um grande prazer e está sendo um grande prazer trabalhar com todos eles. O "Edison" não morreu, mas tem uma curiosidade nessa história toda que foi a nossa grande autora, Cristianne Fridman, que foi pessoalmente assistir essa cena. Então teve um ar dramático maior pelo fato da pessoa que escreveu aquela cena estar ali prestigiando. Mas foi tudo muito incrível e no final ela veio falar com a gente e agradeceu pela disponibilidade e entrega para viver os personagens".

 

A cena foi gravada um dia depois que o Zion, seu filho com Jade Seba, nasceu.  

 

"Então gravei uma das sequências mais profundas do personagem em questão de dramaticidade, no momento em que vivi meu ápice de felicidade que foi o nascimento do meu filho", relembra. 

 

Viver um vilão e um personagem cheio de nuances é um desejo para qualquer ator. Sobre isto, Bruno diz que está sendo o seu maior desafio. 

 

"Sempre achava que quando chegasse nesse nível de conseguir fazer um vilão, era porque realmente meu trabalho estava indo para frente. Porque fazer um vilão é uma carga emocional muito mais pesada do que fazer um mocinho. E está sendo um grande desafio interpretar o 'Edson', principalmente porque ele é um personagem cheio de curvas emocionais dentro da trama. O maior desafio é dar vida a esse personagem de forma tão clara. E viver um vilão é uma coisa louca, porque muita das vezes você passa por situações que nunca viveu na vida real, como matando, roubando, vendendo drogas e desejando o mal aos outros. Então é legal quando construímos um personagem totalmente diferente da nossa realidade, pois o que todo ator busca é fugir da zona de conforto", afirma. 

 

Se agora Bruno vive uma boa fase na carreira, o início não foi fácil. Ele chegou a fazer teatro sem contar para os pais.   

 

"O início da minha carreira foi complicado, pois meus pais não queriam que eu fosse ator. Meu avô dizia que ser ator não me daria futuro e que eu precisava ter uma profissão tradicional como medicina, engenharia e direito. Então, foi muito difícil de convencê-los e comecei a estudar teatro escondido. Eu ia para a faculdade, já contrariando minha família, e no final da noite ia para as aulas de teatro. Chegava tarde em casa e falava que estava fazendo aulas de reposição. Foi quando fiz alguns testes para entrar em Malhação, sem poder contar nada para ninguém, e acabei passando. Foi um momento de muita alegria e eu entendo que na cabeça deles fosse muito difícil de entrar na televisão e viver da arte também é difícil. Em Malhação fiz um galã no colégio que era descolado e a partir dali, graças a Deus, consegui deslanchar e emendei duas peças de teatro, até que entrei na superprodução  da TV Record, Apocalipse, que contou a história do fim do mundo na versão bíblica. E agora estou tendo o prazer de fazer Topíssima", finaliza.

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