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06.02.2021 | 11h00

O alívio da dor crônica

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Maria Teresa Jacob

Divulgação

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As descobertas sobre o uso da cannabis medicinal, com resultados positivos no tratamento de diversas enfermidades, aumentam a cada dia. O seu uso ajuda no alívio dos sintomas de diferentes doenças por causa do sistema endocanabinóide, presente em nossos órgãos, tecidos e no sistema nervoso, tanto no cérebro quanto no sistema nervoso periférico. As substâncias presentes na cannabis se ligam a esses receptores, regulando o equilíbrio do organismo.   

 

Ao mesmo tempo, novos exames têm sido desenvolvidos para garantir a prescrição segura desse medicamento, de forma individualizada. Para isso, antes de iniciar o tratamento com a cannabis, realizar o testefarmacogenético é um diferencial já que indica de que forma o indivíduo metaboliza o medicamento no seu organismo de forma individualizada.   

 

Em um tratamento convencional, vamos aumentando a dose até atingir o efeito esperado. Como o medicamento é caro e importado, fazer esse ajuste, tentativa e erro, por várias semanas, às vezes meses, é muito custoso. Daí o custo-benefício do teste.   

 

O exame é feito por meio da coleta de saliva do paciente. Ela é enviada para laboratórios europeus e com essa análise é possível obter uma série de informações. Entre elas, se a pessoa responderá satisfatoriamente ou não ao tratamento, quais combinações da planta são ideais de acordo com o perfil do paciente e da doença que ele tem, como ficaria a interação da cannabis medicinal com outros medicamentos de uso contínuo e se há possibilidade de ter algum prejuízo no uso a longo prazo.   

 

Por exemplo, uma pessoa que toma medicamento para pressão alta, caso ela passe a usar a cannabis para outra enfermidade, como Parkinson ou dor crônica, há possibilidade de melhora da pressão também. Com isso, ele poderia reduzir a dose do remédio que vinha tomando ou até mesmo retirar esse medicamento.   

 

A cannabis medicinal é um medicamento e como qualquer outro seu uso deve ser individualizado e com a maior segurança possível na sua prescrição, considerando fatores únicos, como a idade do paciente, antecedentes pessoais e familiares, outras patologias associadas e medicamentos que ele toma. Tudo para que tenhamos o melhor resultado e ganho significativo na qualidade de vida. 

 

Maria Teresa Jacob é médica formada pela Faculdade de Medicina de Jundiaí com residência médica em Anestesiologia e atua no tratamento de Dor Crônica há 32 anos e especializou-se em Medicina Canabinóide no tratamento de diversas patologias com cursos de especialização nos Estados Unidos e Uruguai.

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