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22.06.2026 | 11h42

O futuro da saúde se constrói em conjunto

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Sidney Klajner

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O Sistema Único de Saúde (SUS) é referência mundial como modelo de atendimento gratuito à saúde. Cerca de 75% dos brasileiros dependem exclusivamente de seus serviços. É uma tarefa gigantesca, considerando as dimensões do País, as barreiras geográficas, as disparidades regionais e os desafios que se avolumam com o envelhecimento da população, o aumento das doenças crônicas e o impacto das mudanças climáticas.


Nesse contexto, as colaborações entre os setores público e privado mostram-se cada vez mais relevantes para enfrentar esses desafios, ampliando o acesso, qualificando o cuidado e contribuindo para o fortalecimento do sistema como um todo.


Organizações privadas qualificadas podem contribuir com o setor público por meio de sua experiência em gestão e operação, da adoção de protocolos baseados em evidências, da implantação de práticas de qualidade e segurança assistencial, do investimento na capacitação profissional e da incorporação de tecnologias — elementos que ajudam a otimizar recursos, ampliar o acesso e elevar os padrões de cuidado.


Ao mesmo tempo, também se beneficiam dessa atuação: ao lidar com diferentes perfis de pacientes e contextos, desenvolvem soluções mais eficientes, simplificam processos e levam esses aprendizados para suas próprias unidades. Trata-se, assim, de um ciclo virtuoso de troca de conhecimentos e aperfeiçoamento contínuo.


Para o Einstein, que completou 25 anos de atuação no SUS e atualmente tem sob sua gestão 34 unidades públicas de saúde, entre elas nove hospitais, a presença no setor público conta com um significado ainda mais amplo, porque se alinha ao propósito organizacional de entregar vidas saudáveis a um número cada vez maior de seres humanos, promovendo a equidade, ou seja, padrões de cuidado mais igualitários.


O Hospital Central de Alta Complexidade de Mato Grosso – primeira unidade pública gerida pelo Einstein no Estado e a terceira no Centro-Oeste – é um exemplo dos frutos gerados pela colaboração público-privada. Desde a inauguração, em janeiro, já foram realizados mais de 17 mil atendimentos a pacientes oriundos de 104 municípios mato-grossenses. A previsão, por ano, é de 31 mil consultas, 52 mil exames, 5 mil cirurgias e 8 mil internações.


Tecnologias inovadoras também fizeram a sua estreia. Em fevereiro, o hospital realizou a primeira cirurgia robótica do SUS de Mato Grosso. Desde então, foram mais 22. Para sustentar esse avanço, 13 profissionais já foram qualificados no programa de capacitação em cirurgia robótica do Einstein, fortalecendo a autonomia técnica e a qualificação das equipes locais.


Neste imenso Brasil, cada local tem suas necessidades específicas e cabe ao poder público identificar quem pode contribuir. Mas multiplicar essas alianças é acelerar a jornada do SUS rumo a horizontes de uma saúde mais acessível, qualificada e equânime.

Sidney Klajner é presidente do Einstein Hospital Israelita

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