28.08.2018 | 07h43
João Vieira![]() |
Na lista dos antigos apoiadores do governador Pedro Taques (PSDB), mas que nesta eleição decidiram se dedicar a outro projeto, o candidato ao Senado pelo DEM, Jayme Campos, disse que o tucano “não tem nada que reclamar” e, sim, apenas “agradecer a todos estes ex-apoiadores que deram a ele o mandato de governador”.
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O democrata foi o primeiro dos candidatos ao Senado a participar da Rodada Gazeta de Entrevistas. Confirma os principais trechos do bate papo com os jornalistas do programa Tribuna, da Rádio Vila Real FM, e do Jornal do Meio Dia, da TV Vila Real (Canal 10):
Se eleito, qual será sua prioridade como senador?
Sobretudo, reformas importantes no contexto nacional. Acho que uma grande questão que nós temos é o novo pacto federativo, na medida que hoje há uma grande concentração do bolo tributário nacional no governo federal e os coitados dos municípios brasileiros recebendo quase nada, da mesma forma os estados. Pretendemos também discutir uma nova reforma política no Brasil. É inconcebível, hoje, que o Brasil tenha 30 e tantos partidos e mais de 70 pedidos no TSE para a criação de novos. Discutir também a reforma tributária. A tributação tem sido perversa para o setor produtivo e para o trabalhador. Hoje, praticamente se trabalha 143 dias no ano para pagar impostos. Os tributos estão inviabilizando o parque industrial brasileiro.
Seus adversários dizem que o senhor representa o retrocesso, aquilo que é velho. Como o senhor encara esta crítica?
Eu não sou velho. Sou novo na minha cabeça. Sou um velho que, lá atrás, pensou na criação da Unemat para termos oportunidade para milhares de jovens que estão aqui. Mesmo com os meus 66 anos de idade, estou muito preparado, com ideias de jovem, de jovem que quer um futuro melhor para o meu Estado e para o Brasil.
Existe uma proposta na Assembleia Legislativa para retirar a autonomia financeira da Unemat, o senhor considera isso um contracenso?
É um absurdo. Eu, particularmente, se eleito senador, não aceito em hipótese alguma. Fui eu que criei a Unemat. E agora, lamentavelmente, alguém propõe isso. A pessoa que pensa assim não tem compromisso com o nosso Estado. Não é o que pensa Mauro Mendes, que no último encontro que tivemos com os professores e a reitora da Unemat, assegurou a autonomia e os repasses suficientes. Nós temos que investir muito mais na universidade e nós vamos instalar também a Unemat em Cuiabá e Várzea Grande.
O senhor citou o Mauro Mendes. Antes das convenções, o governador Pedro Taques acreditava que poderia contar com seu apoio, mas o senhor preferiu Mauro. Qual o motivo?
Nunca tivemos compromisso com o Taques. Nós fomos apoiadores, como foi o Mauro, foi o Pivetta. Um número gigantesco de pessoas. O desejo do Democratas era ter uma candidatura própria e o Mauro se colocou à disposição e nós o estamos apoiando. O Pedro não tem nada que reclamar. Ele tem apenas que agradecer a todos estes ex-apoiadores que deram a ele o mandato de governador e que, desta feita, fazem uma nova candidatura e a candidatura que eu espero que seja vitoriosa.
O governador Pedro Taques não cumpriu o que ele combinou?
Eu seria até suspeito para falar. Pelas minhas andanças aí, eu tenho percebido o sentimento da população mato-grossense de que não há, hoje, a presença do governo estadual. Ontem mesmo, nós estivemos no Hospital de Primavera do Leste, onde uma cozinha está em obras há 10 anos. Falta R$ 350 mil e o governo do Estado não teve a capacidade de concluir a obra.
Como o senhor avaliou os resultados da pesquisa que o coloca como líder na intenção de voto dos mato-grossenses?
Eu fiquei muito feliz com o resultado, mas, de qualquer forma, nós temos que aguardar estes últimos 30 dias de campanha. O Mauro também saiu muito bem pontuado nas pesquisas. Esta é a sensação que eu tenho do quadro real
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