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DEU EM A GAZETA 19.09.2021 | 06h58

Vítima em MT paga R$ 1 milhão para não ter foto íntima vazada

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Otmar de Oliveira

Otmar de Oliveira

Registros de cibercrime no Brasil tem movimentado as delegacias e Mato Grosso segue a tendência nacional. Um dos golpes mais populares da atualidade é o ‘da novinha’, em que estelionatários seduzem vítimas e cobram para não vazar imagens íntimas. Segundo o delegado Ruy Guilherme Peral da Silva, a ‘sextorsão’ ou extorsão sexual tem como alvo homens de todas as faixas etárias e classes sociais. A recém-criada Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI) investigou caso de vítima que teve prejuízo superior a R$ 1 milhão, pago aos estelionatários.

 

Em outro estado, montante já chegou a R$ 4 milhões.   Mas o volume do prejuízo se adapta à condição financeira da vítima, que acredita ter achado uma ‘novinha’ apaixonada por ele via redes sociais. Mas a realidade é que foi fisgado por uma associação criminosa e caiu em um golpe que pode tirar sua tranquilidade, além de muito dinheiro.  

 

O cibercrime, que já havia registrado crescimento no país em 2020, voltou a bater recordes em 2021. Um levantamento da empresa Kaspersky, especializada em segurança digital, revela que o Brasil teve um aumento de 23% de casos nos primeiros 8 meses de 2021 em comparação ao mesmo período no ano anterior.  

 

Para ser fisgado pelos golpistas, basta ter acesso a redes sociais como Instagram e Facebook. Através de uma conta falsa, o criminoso se faz passar por uma bela mulher, a ‘novinha’. Estabelece um relacionamento virtual que rapidamente evolui para a troca de fotos íntimas. Quem começa enviando os ‘nudes’ é o criminoso e, quando a vítima envia imagens íntimas que permitem identificá-la, o estelionatário entra em ação. A suposta mulher bloqueia a vítima e um falsário entra em contato, identificando-se como pai da menina ou como delegado de polícia.    

 

No caso de associações criminosas, explica Peral, já existe um roteiro para a prática da extorsão, inclusive com vídeos feitos em falso cenário de delegacias com banner da instituição, uniforme e até carteiras funcionais falsificadas. As vítimas recebem documentos falsificados com o timbre da corporação e certidões de nascimento falsas. Ao serem ameaçados de prisão por pedofilia, ao se envolverem com supostas adolescentes, os homens não percebem os indícios de fraude e costumam pagar as quantias exigidas para não serem presos. Além disso, os criminosos ameaçam compartilhar fotos, vídeos e conversas íntimas nas redes, expondo ainda mais as vítimas.  

 

Leia a reportagem completa na edição de A Gazeta

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