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tretas e expulsão 03.09.2026 | 15h28

Ananias minimiza crise no PL em Mato Grosso; 'qual partido não está dividido?'

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Aparecido Carmo e Fred Moraes

redacao@gazetadigital.com.br

Fred Moraes/GD

Fred Moraes/GD

O presidente estadual do Partido Liberal (PL) em Mato Grosso, Ananias Filho, minimizou a crise interna no partido em meio à corrida eleitoral. Para ele, adversários tentam construir narrativas para prejudicar o projeto do senador Wellington Fagundes (PL) ao governo do Estado. 


“Eu quero saber qual partido não está dividido, até porque a origem dele é [a palavra] partido. Eu quero saber qual coligação está na unanimidade? Não tem uma coordenação de campanha que não tenha preocupação com pessoas infiéis”, afirmou Ananinas em conversa com a imprensa na quarta-feira (2).


Os infiéis a que ele se refere são os três prefeitos do partido que manifestaram apoio à reeleição de Pivetta, contrariando as orientações da legenda. Flávia Moretti, prefeita de Várzea Grande; Cláudio Ferreira, de Rondonópolis; e Sérgio Machnic, de Primavera do Leste, serão submetidos à Comissão de Ética do partido a respeito da continuidade ou não na legenda.

 

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Mas esse não é um episódio isolado. Nomes tidos como representantes do “bolsonarismo raiz” dentro da legenda, como o deputado federal e candidato a senador José Medeiros e o pecuarista e candidato a deputado federal Thiago Boava acusam, em público e nos bastidores, a depender do perfil, a direção do partido de boicote.


Boava publicou um vídeo na sua rede social dizendo que o partido estava prejudicando o seu projeto porque ele se recusava a apoiar a candidatura de Fagundes. "É muito triste ver isso. Não sei se é por esse motivo que estou sendo sabotado: por não subir no palanque montado. Se o preço for esse, ficarei aqui embaixo sem subir nesse palanque. Não acredito nele e não estou indo para a política fazer o que não acredito”, disse no vídeo.


Outro nome prejudicado pelas ações de Ananias e Wellington é José Medeiros. Até a convenção do partido, ele recebeu a palavra dos dois correligionários de que seria o único nome do PL ao Senado. Mas foi surpreendido por um acordo costurado de última hora entre Fagundes e o presidente nacional da legenda, Valdemar da Costa Neto, para que a deputada Janaina Riva (MDB) fosse para o palanque bolsonarista. Janaina é nora de Wellington.


Até a visita de Flávio Bolsonaro, candidato a presidente do partido, foi alvo de disputa. Medeiros foi o único a chegar a tempo de participar da totalidade da agenda do senador na aldeia indígena do povo Pareci, em Campo Novo dos Parecis.


O fato de Wellington, Ananias e outros nomes do partido não terem conseguido chegar à região e terem se encontrado com Flávio apenas quando ele retornou ao aeroporto para ir embora, fez surgir boatos de que eles não haviam sido convidados para receber o principal nome do partido.


Ananias negou, disse que houve um problema com a aeronave que fez o pouso ocorrer com 40 minutos de atraso e, apenas por isso, não puderam acompanhar o candidato presidencial. Para ele, rumores e boatos sobre a visita são “narrativas” de opositores para prejudicar a candidatura de Wellington.


“Narrativas que colocam, muitas vezes até para tentar confundir, são normais na época de campanha. Eu, se fosse adversário de um partido tão forte e [de um candidato] musculoso igual o Wellington, talvez eu estivesse criando essas narrativas, porque quem não tem capacidade de crescer eleitoralmente como o PL cresceu, vai ficar sempre criando narrativas com tons pejorativos”, rebateu.


“E sabe qual é a nossa preocupação? É zero. Sabe o que nós pensamos disso? Não pensamos nada. Sabe por quê? O povo é soberano e nós temos os nossos alinhamentos e a certeza de que o projeto de governar Mato Grosso está sendo definido pelas propostas que o governador Wellington Fagundes está colocando ao povo”, finalizou.

 

 

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