FOCA NO 2º VOTO 28.09.2026 | 10h04

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João Vieira
A candidata a senadora Margareth Buzetti (PP) disse que a decisão de trabalhar na campanha pedindo o segundo voto dos eleitores mato-grossenses foi por entender que não é tão conhecida como os seus adversários nesta eleição. Buzetti disse, ainda, que a postura dos adversários de evitar ataques contra ela é porque ela não tem “rabo preso”.
Buzetti é autora da Lei Antifeminicídio, do Cadastro Nacional de Pedófilos e Predadores Sexuais e da lei que promoveu a ampliação do direito de reconstrução da mama para incluir, além das vítimas de câncer, as mulheres que tenham sido vítimas de qualquer tipo de mutilação ou traumas.
Mas, conforme afirmou à reportagem, preferiu focar na sua atuação no Senado do que em buscar promoção pessoal. “Eu fiz a opção de trabalhar no Senado, por isso tive tanto êxito”, declarou.
“O ex-governador é muito mais conhecido, o Favaro foi ministro, usou o cargo para isso. A Janaína é mais conhecida, todos são mais conhecidos do que eu”, afirmou em entrevista ao
. “Então, como eu não sou tão conhecida, eu peço o segundo voto de todos os candidatos, eu não peço o segundo voto para todos eles, eu peço deles para mim”, acrescentou.
Na eleição deste ano, os eleitores vão escolher dois candidatos ao Senado. Buzetti admitiu que não pode concorrer com o “candidato do coração”, mas acredita que pode conseguir se apresentar como alternativa para a segunda escolha.
Questionada sobre a postura dos adversários que se atacam entre si, mas que adotam comportamento diferente com ela, Buzetti disse que “eles não têm nada para me atacar”. No debate entre postulantes ao cargo de senador realizado pela TV Vila Real, por exemplo, até mesmo o senador Carlos Fávaro (PSD), que não tem bom relacionamento com ela, procurou ser gentil e tecer elogios à oponente.
“Eu fui elogiada no debate, por todos que estavam no debate ali na Vila Real, todos me elogiaram. E eu tenho liberdade para pedir o segundo voto de todo mundo por isso”, disse.
“Eu não tenho rabo preso com ninguém. Eu não preciso obedecer a ninguém, porque eu tenho independência para agir, para pensar e para decidir o que eu vou fazer. E isso, para mim, é o melhor da minha vida”, afirmou.
A ex-senadora também criticou o fato de os seus oponentes não terem dado espaço para mulheres nas chapas. Cada candidato a senador tem dois suplentes, que são aqueles que assumem a vaga em caso de afastamentos ou licenças. Ela destacou que as suas duas suplentes são mulheres: Jucélia Ferro, ex-primeira-dama de Sorriso; e a Coronel Gazi Bugalho, ex-secretária de Assistência Social e Cidadania de Mato Grosso.
“Eu lamento que os homens, e mesmo a Janaína [Riva], não tenham colocado uma mulher como suplente. Mas isso é uma estratégia de cada um”, concluiu.
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