PROPAGANDA ELEITORAL 30.09.2026 | 13h10

fred.moraes@gazetadigital.com.br
Montagem GD
Na penúltima rodada da propaganda eleitoral gratuita antes do primeiro turno, os candidatos ao governo de Mato Grosso concentraram os discursos em propostas sociais, segurança, saúde e continuidade administrativa. Otaviano Pivetta (Republicanos) apostou na participação feminina e no legado da atual gestão, enquanto Wellington Fagundes (PL) reforçou a promessa de um governo “humano” e voltou a criticar a condução do Estado. Natasha Slhessarenko (PSD) "sumiu" das peças, diante da punição do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), ficando sem espaço.
Pivetta abriu o programa destacando a presença de mulheres na gestão e afirmou que Mato Grosso “nunca viu tanta mulher forte liderando junto às decisões do Estado”. A campanha apresentou ações voltadas ao enfrentamento da violência contra a mulher, citando a ampliação de delegacias especializadas, a criação da Patrulha Maria da Penha e o programa Ser Família Mulher, que prevê transferência de renda para vítimas de violência doméstica. Em seguida, o candidato apresentou a mulher como uma das prioridades do plano de governo e prometeu ampliar a rede de proteção, o combate à violência, a qualificação profissional e a participação feminina em cargos de liderança.
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Wellington Fagundes adotou outra linha. O candidato abriu o programa se apresentando como “Ficha Limpa e Vida Limpa” e afirmou que Mato Grosso possui riqueza, mas precisa de uma gestão capaz de fazer os recursos chegarem à população.
A campanha prometeu ampliar o atendimento de saúde no interior, com maternidades, médicos e especialistas, além de reduzir filas de exames e cirurgias. Na segurança, Wellington falou em aumento do efetivo policial, investimento em inteligência e tecnologia. O candidato também prometeu concluir obras consideradas paradas, incluindo creches, escolas e unidades de saúde, além de entregar casas populares, estradas e infraestrutura.
A candidata Natasha Slhessarenko não teve propaganda exibida nesta rodada. O TRE-MT determinou a suspensão da propaganda eleitoral gratuita da candidata no rádio e na televisão até o encerramento do horário eleitoral do primeiro turno, em 1º de outubro. A decisão ocorreu após o tribunal apontar novo descumprimento de ordem judicial que havia proibido a campanha de associar Pivetta a uma antiga reportagem sobre violência doméstica sem informar que os procedimentos relacionados ao caso haviam sido arquivados. A decisão elevou para R$ 100 mil a multa em caso de nova veiculação do conteúdo proibido.
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