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Cuiabá, Quarta-feira 15/07/2026

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CASO RENATO NERY 15.07.2026 | 16h20

Atirador diz que recebeu R$ 100 mil para matar advogado e alugou arma de faccionado

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TJMT

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O montador de móveis planejados, Alex Roberto de Queiroz Silva, confessou, nesta terça-feira (15), ter executado o advogado Renato Nery, durante interrogatório no Tribunal do Júri, em Cuiabá. Apontado pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) como autor dos disparos, ele afirmou que matou a vítima por conta própria após ouvir do policial militar Heron Teixeira Pena Vieira que havia pessoas interessadas em pagar R$ 200 mil pelo assassinato do advogado.

 

Segundo Alex, ele não foi contratado diretamente para cometer o crime. O réu alegou que enfrentava graves dificuldades financeiras, sofria ameaças de agiotas e decidiu agir por conta própria.“Eu fui ao escritório dele, aí, quando ele desceu do carro, eu efetuei o disparo. Eu disparei contra a vítima”, declarou.

 

Ainda conforme o depoimento, dias antes do crime ele participava de um churrasco com Heron, quando o policial comentou que havia interessados em contratar alguém para matar Renato Nery.

 

“Estava num churrasco com Heron, estava só eu e ele, não tinha mais ninguém. Ele comentou sobre isso e falou o nome do advogado, que estavam querendo matar esse advogado, querendo contratar ele ou alguma coisa parecida. Eu pesquisei o nome do advogado, aí, depois de dois dias, eu fui lá e atirei nele”, afirmou.

 

Segundo Alex, ele não foi contratado, apenas ouviu Heron comentar sobre e decidiu agir por conta própria. Somente após o assassinato procurou Heron para informar que havia cometido o crime.

 

Leia também - Réu diz que só 'parou e atirou' em advogado em Cuiabá; acompanhe ao vivo

 

“Eu fui lá e matei o advogado, depois falei pra ele que tinha matado o advogado. Aí ele falou que ia cobrar o pessoal. Eu não sabia quem era.”, contou.

 

Questionado sobre o pagamento, o réu disse que recebeu quase R$ 100 mil. Sobre a arma utilizada no homicídio, Alex negou ter comprado o revólver, como consta na investigação da Polícia Civil.

 

"Eu aluguei a arma por R$ 1.500 e depois devolvi para o dono. É um guri de um bairro vizinho, integrante do Comando Vermelho. O apelido dele é 'Rampa'", explicou..

 

Ele afirmou que não sabe o nome do homem e disse que a arma já estava municiada quando a recebeu.

 

 

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