Anulado pela 4ª Vez 30.06.2022 | 10h23

redacao@gazetadigital.com.br
João Vieira
São quase 15 anos de espera para o desfecho do acidente que resultou na morte de dois irmãos, em Poconé, no ano de 2007. O júri popular, marcado para acontecer nesta quinta-feira (30), foi adiado pela 4ª vez, assim como o desejo de Justiça da mãe das vítimas, Rosinéia Guimarães. Ao lado da família, ela fez um ato cobrando seriedade da Justiça no caso dos filhos nas primeiras horas da manhã, na frente do Fórum de Cuiabá.
Chorando, a mãe, amigos e familiares utilizaram cartazes para expor a revolta e a dor que a morte dos dois jovens, Katherine Louise Bittencourt, 19, e Diego Guimarães Bittencourt, de 14, trouxe. Era 18 de novembro de 2007 quando o carro pilotado por Celzair Ferreira de Santana bateu nas vítimas e não prestou socorro. A acusação aponta que ele estava bêbado.
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Desde então, a família busca por Justiça e nada aconteceu desde o começo da investigação. Em conversa com a reportagem do
, Rosinei disse que não tem paz e não terá até que tudo seja resolvido, com o culpado sendo punido pelo duplo homicídio que vitimou seus dois filhos.
"Eu já chorei tanto, minha vontade é sair correndo e bater a minha cabeça na parede. É revoltante, só vai haver Justiça quando homens e mulheres comprometidos com Deus levantarem para agir, tirando essas vendas dos olhos", pontuou.
O responsável pelo atropelamento, Celzair Ferreira de Santana, está em São Paulo para passar por analise clínica no Hospital Sírio Libanês, sem previsão de retorno, o que dificulta a remarcação do júri.
Após o 4° júri ser cancelado, a mãe acredita que o acusado inventa 'doença' toda vez que tem a audiência e para ela é um absurdo ter que ficar à disposição do quadro de saúde para que o caso que já tem 15 anos seja finalmente finalizado.
"Toda vez me preparo e de última hora me deparo com a notícia que será adiado, o pior sem remarcação da data. Ele fica doente toda vez, para mim ele programa a doença, não é possível o Jjri marcado para o dia 30 e ele fica doente no dia 27? E eu fico com a cara de idiota, né ?", indagou em tom de revolta.
Até o momento não foi definido uma nova data para o júri popular.
O caso:
Katherine e Diego foram atropelados em novembro de 2007, próximo à casa onde moravam. Eles estavam parados em uma motocicleta e voltavam de um almoço com o pai. O motorista Celzair, além de dirigir em alta velocidade, estaria embriagado. A denúncia do Ministério Público ressalta que o pecuarista estaria a 134 km/h e, após a colisão, a caminhonete que atingiu as vítimas só teria parado quando colidiu com um poste de iluminação pública
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ana - 30/06/2022
que vergonha ne? imagino a dor no coração desta mae. sera que o caso do verdureiro/medica vai pelo mesmo caminho?
bartolomeu garcia duarte - 30/06/2022
PRATICA COMUM NO NOSSO JUDICIARIO, POIS MEU IRMÃO FOI VITIMA DE ASSASSINATO (CONHECIDO COMO CRIME DA FUNERARIA) E JÁ SE PASSOU 17 ANOS E OS ASSASSINOS, ESTÃO SOLTO, E JURI POPULAR NADA, NÃO CONSEGUIMOS NEM APOIO DA IMPRENSA.
2 comentários