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NÚMEROS EQUIVOCADOS 12.05.2019 | 16h34

Defesa de Maggi pede que TCU audite delação de Silval

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Marcus Vaillant

Marcus Vaillant

A defesa do ex-ministro Blairo Maggi (PP) pede que o Tribunal de Contas da União (TCU) realize auditoria na delação premiada firmada entre o ex-governador Blairo Maggi (sem partido) e a Procuradoria-Geral da República (PGR).

 

Leia também - Auditoria diz que Silval não devolveu R$ 1 bilhão após delação

 

Uma avaliação particular encomendada por Maggi apontou diversas inconsistências nas declarações do ex-chefe do Executivo. Maggi é citado por Barbosa como beneficiário de dinheiro desviado para financiamento de campanha de 2006 e 2014. As acusações são investigadas na Operação Ararath.

 

De acordo com o documento, o advogado de Maggi, Fábio Galindo, também pede ao Instituto Nacional de Criminalística que os números apresentados por Silval seja auditados por peritos financeiros e contábeis federais.

 

Maggi quer saber com precisão quais os números declarados pelo ex-governador como desviados dos cofres públicos e o valor exato devolvido pelo delator. Pede para se avaliar quando o dinheiro ressarcido representa sobre o montante desviado. Solicita que seja feito relatório sobre os bens entregues à Justiça.

 

Pede à PGR sobre eventual investigação patrimonial realizada sobre o colaborador, família e eventuais "laranjas" integrantes da quadrilha por ele liderada. A fim de saber sobre a capacidade financeira do delator e do grupo que participava das atividades criminosas.

 

O documento foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) para avaliação do ministro Luis Fux. A defesa alega que ao longo dos 11 volumes da delação de Silval, os números são contraditórios. Para sanar tais dúvidas, a defesa encomendou a autoria que encontrou várias brechas nas declarações.

 

De acordo com a petição, Silval confessou que agiu no desvio de R$ 1.158 bilhão, mas o acordo com a PGR estabeleceu a devolução de apenas R$ 70 milhões. O valor corresponde a 6,5% do dinheiro citado pelo ex-governador.

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