sem corporativismo 04.02.2026 | 14h16

mariana.lenz@gazetadigital.com.br
Chico Ferreira
Diante de críticas por seu apoio a investigação e prisão de um servidor da Polícia Civil, acusado de estuprar uma detenta dentro da Delegacia de Sorriso, a delegada Jannira Laranjeira rebateu comentários de seguidores. Em postagem na terça-feira (3), a policial declarou que não poderia ficar em silêncio diante do fato quando a violência parte de um colega de profissão.
“Recebi mensagens dizendo que eu não deveria ter me manifestado. Eu não falo como presidente do inquérito, nem como autoridade do caso, eu falo como mulher, especialista no enfrentamento a violência e como cidadã. Não é crível que eu, que denuncio violência contra mulher todos os dias, quando é um colega da instituição, eu me cale. O centro do debate é um crime contra uma mulher ocorrido em uma unidade policial. Fazer o certo nunca será errado, silenciar diante da violência, isso sim é errado”, comentou em sua rede social.
Na segunda-feira (2), após o caso vir a tona no fim de semana, a 17ª Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil, por meio de sua Comissão de Direitos Humanos, emitiu nota pública onde manifesta “profunda indignação diante da grave denúncia” envolvendo a prisão de um Investigador de Polícia acusado de estupro contra uma mulher sob custódia, fato ocorrido no interior da Delegacia de Polícia de Sorriso.
“Se confirmados, os fatos representam uma violação extrema dos direitos humanos, afrontando a dignidade da pessoa humana e comprometendo a confiança da sociedade nas instituições responsáveis pela segurança pública. É absolutamente inaceitável que o aparato estatal, que deve proteger, seja utilizado como instrumento de violência — especialmente contra mulheres em situação de vulnerabilidade”, diz trecho.
A entidade ainda ressaltou que seguirá acompanhando todos os desdobramentos do caso. “É imperativo que todas as circunstâncias do ocorrido sejam minuciosamente elucidadas e que, caso as acusações restem comprovadas, o responsável ou responsáveis recebam punição exemplar nos termos da lei”, acrescenta.
O caso
O investigador da Polícia Civil, Manoel Batista da Silva, 52, foi mantido em prisão preventiva após ser acusado de estuprar uma detenta na Delegacia de Sorriso (420 km ao norte de Cuiabá). O caso veio à tona com a prisão do servidor estadual, no domingo (1º). Exames periciais confirmarem a presença de seu material genético no corpo da vítima.
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