19.02.2018 | 14h09
Ex-presidente do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), Teodoro Moreira Lopes, o Dóia, preferiu ficar calado diante da operação Bereré, deflagrada na madrugada desta segunda-feira (19) para apurar esquema de propina paga por empresa contratada pela autarquia durante sua gestão.
Procurado pelo Gazeta Digital, ele afirmou que falará somente no momento oportuno. “Eu preferia não falar nada, deixa passar tudo, a hora que for possível falar a gente fala. Vamos deixar pra mais tarde falar desse assunto”, disse.
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![]() Teodoro Moreira Lopes "Dóia", ex-presidente do Detran |
Questionado sobre depoimentos ao Ministério Público Estadual (MPE), ele também se esquivou. “Deixa as investigações trabalharem. Não tenho nada a declarar em relação a isso, no momento”.
Em agosto de 2017, o jornal A Gazeta informou que a Justiça estadual havia homologado uma delação premiada de Dóia junto ao MPE, por meio do Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco), órgão que investiga pessoas com foro privilegiado. Na operação Bereré, os principais alvos são o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) Eduardo Botelho e o deputado estadual Mauro Savi (ambos do PSB).
Na manhã desta segunda-feira (19), após prorrogar um posicionamento sobre a acusação de receber propina da empresa EIG Mercados, antiga FDL Serviços de Registro, Cadastro, Informatização e Certificação de Documentos Ltda., Eduardo Botelho viajou para Sinop (500 Km ao Norte de Cuiabá), onde Dóia reside e é dono de uma emissora de televisão.
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Questionado se iria se encontrar com o parlamentar, o ex-chefe do Detran negou, dizendo que não sabia da viagem do deputado. “Desde que eu saí do Detran, eu não tenho contato com essas pessoas”, afirmou.
Em relação a Mauro Savi, este foi o responsável pela indicação de Teodoro Lopes ao cargo de presidente do Detran, ainda no governo de Blairo Maggi (PP), em 2007. Dóia permaneceu no cargo até 2013, já na gestão de Silval Barbosa. Naquela época, tanto Blairo quanto Savi eram do mesmo partido e Savi era líder do governo no Legislativo, tendo sido responsável pela indicação de outros dois ex-presidentes da autarquia.
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