prisão preventiva decretada 06.07.2026 | 15h59

jessica@gazetadigital.com.br
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Atualizada às 16h20 - O juiz Felipe Barthon Lopez, plantonista da comarca de Porto Alegre do Norte, tornou preventiva a prisão do idoso José da Cruz Evangelista, 63, investigado pela morte da companheira Daiany Rodrigues de Souza, 33. O acusado passou por audiência de custódia no domingo (5), um dia após o crime. Desde janeiro tramita na Justiça um processo por divisão de móveis.
Após o assassinato, passou a circular nas redes sociais um vídeo no qual o investigado ameaça a jovem. Ambos conversam na mesa da cozinha quando ele diz que a intenção é "matar e se matar, para ficarem juntos no inferno".
No documento da audiência de custódia, o juiz considera a gravidade dos fatos ao determinar a permanência do criminoso preso até a conclusão da apuração. Na ocasião, a defesa do idoso argumentou que ele é réu primário, sem antecedentes criminais, aposentado, com 63 anos de idade, e que demonstrou boa-fé ao se apresentar voluntariamente na delegacia assim que a defesa
tomou conhecimento do fato, tendo sempre se colocado à disposição da Justiça. Contudo, o magistrado não acolheu as alegações.
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Segundo a narrativa dos fatos, o crime foi motivado por suspeita de desvio de recursos. O casal estava num bar da cidade, na madrugada de sábado (4), quando o investigado viu transferência de R$ 1 mil em sua conta.
O fato motivou discussão entre a vítima e suspeito, que trazia uma faca na cintura. Ele atacou a mulher, mas o dono do bar tentou intervir e foi ferido. A vítima tentou fugir para dentro do estabelecimento, mas foi encurralada em um dos quartos e desferiu vários golpes de faca, a maioria pelas costas.
Ele fugiu após o crime e se entregou horas depois, sendo preso.
Briga por móveis
Tramita na Segunda Vara de Porto Alegre do Norte uma briga entre o casal por móveis comprados enquanto estavam juntos.
Consta no processo que José e Daiany viveram maritalmente entre 16/12/2025 à 19/01/2026, e que havia mobilizado a casa antes de se separarem. Contudo, “a requerida impede a retirada dos móveis e eletrodomésticos, mantendo a posse exclusiva sobre os bens”.
Ele reuniu nota comprovando gasto de R$ 29.329,58 e queria reaver os bens.
O ultimo andamento processual é de junho, mas ele matou a ex-esposa antes que houvesse sentença.
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