condenado por homicídio 28.05.2026 | 18h06
redacao@gazetadigital
Alair Ribeiro/TJMT
O juiz Mario Wilson Vieira da Silva, 12ª Vara Criminal de Cuiabá, tornou réu o investigador Mario Wilson Vieira da Silva pela tentativa de homicídio do policial civil Walfredo Raimundo Adorno Moura Júnior, em conveniência de Cuiabá. A denúncia foi recebida na terça-feira (28).
Mario Wilson foi condenado a dois anos de prisão pela morte do policial militar Thiago de Souza Ruiz, em 2023. O PM foi baleado após desavença com o réu.
Contudo, na confusão, o investigador fez vários disparos e um deles quase acertou Walfredo Raimundo. Só não o ferindo porque este conseguiu desviar.
Durante depoimento como testemunha no júri popular de Mário Wilson, o investigador declarou que não havia informado anteriormente essa circunstância por receio, já que o acusado era seu colega de profissão. O relato, segundo o Ministério Público, é coerente e compatível com as imagens de câmeras de segurança, conferindo robustez ao conjunto probatório.
Na denúncia, o Ministério Público afirma que a conduta foi motivada por razão fútil, uma vez que a reação violenta ocorreu apenas porque a vítima interveio para separar uma briga. Também aponta que houve recurso que dificultou a defesa, já que a vítima foi surpreendida pelo ataque inesperado praticado por um colega de profissão.
Diante a denúncia, o magistrado decidiu por recebe-la. “RECEBO A DENÚNCIA GONÇALVES encartada no ID. nº 233958063, dando o acusado MARIO WILSON VIEIRA DA SILVA , como incurso na sanção do artigo 121, § 2º, incisos II e IV, c/c artigo 14, II, ambos do Código Penal”, diz o documento.
Tiroteio em conveniência
O crime ocorreu na madrugada de 27 de abril de 2023, em uma conveniência na Rua Estevão de Mendonça, na Capital. Na ocasião, Mário Wilson estava no local acompanhado de um amigo quando encontrou o também policial civil Walfredo e o policial militar Thiago de Souza Ruiz.
A situação evoluiu para um desentendimento e o acusado, sob efeito de bebida alcoólica, passou a agir de modo agressivo, questionando a condição de policial de Thiago. A discussão se intensificou e, em determinado momento, o acusado tomou o revólver que estava com Thiago e, simultaneamente, sacou sua própria arma de fogo, chegando a manter a vítima sob mira.
Thiago tentou reaver a sua arma, o que desencadeou uma luta corporal em que os dois foram ao chão. Walfredo interveio para apartar o confronto e conseguiu separar os envolvidos, enquanto outro presente retirou o revólver das mãos dos envolvidos e o entregou à testemunha.
Após se levantar, Walfredo foi surpreendido por Mário Wilson, que sacou sua arma de fogo e efetuou dois tiros em sua direção. Segundo a denúncia, os tiros não o atingiram por erro de pontaria e pela rápida reação da vítima, que conseguiu se esquivar.
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