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CONFLITO DE AGENDAS 19.02.2026 | 16h50

Justiça remarca julgamento de recurso de réu por matar sem-teto

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Mariana da Silva

Mariana da Silva

Sustentação oral da defesa do ex-procurador da Assembleia Legislativa (ALMT), Luiz Eduardo de Figueiredo Rocha e Silva, foi novamente adiada em função de um júri na qual o advogado do réu irá comparecer. A sessão de julgamento para sustentação, marcada a pedido do jurista, já é remarcada pela segunda vez este ano. O assassinato de Ney Müller Alves Pereira, morto com um tiro na cabeça na rua 1 do Boa Esperança, em Cuiabá, já completa 10 meses.

 

Conforme despacho do desembargador Gilberto Giraldelli, foi deferido o adiamento do julgamento do recurso em sentido estrito que estava marcado para o dia 11 de fevereiro para a sessão ordinária por videoconferência na próxima quarta-feira (25) a partir das 14 horas. Isso ocorre porque o advogado de Luiz Eduardo deve participar de um júri popular em Várzea Grande na mesma data. No julgamento, ele atua em defesa do réu Antônio Wilson Ribeiro, acusado de matar vítima confundida com assaltante.

 

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"Estar presente em ambos os locais simultaneamente – Cuiabá (para a sessão por videoconferência, que exige a presença e atenção do advogado, mesmo que remota) e Várzea Grande (para um Júri presencial, um ato de extrema solenidade e dedicação) – é, evidentemente, uma impossibilidade física e logística intransponível. A prioridade de agendamento do júri, que é um ato de natureza presencial e que exige a total dedicação do defensor, torna o conflito de pautas
inafastável", argumentou o advogado Huendel Rolin. 

 

A sessão havia anteriormente sido marcada entre os dias 3 e 5 de fevereiro às 8h, no Plenário Virtual da Terceira Câmara Criminal, sendo novamente reagendada.

 

A defesa de Luiz Eduardo busca reformar a sentença de pronúncia do réu e impedir que enfrente júri no caso que vitimou Ney Muller.

 

O crime

Ney Muller foi morto em 9 de abril de 2025, com um tiro na testa na rua 1, do Boa Esperança, em Cuiabá. Luiz Eduardo jantava com a família em uma conveniência de posto de gasolina quando foi avisado de que um homem em situação de rua havia danificado seu carro com pedras.

 

Após jantar, deixou a esposa e filhos em casa e saiu a procura de pessoa compatível com as características, encontrando Ney. Do interior de seu veículo Land Rover chamou a vítima, que, ao se aproximar, foi atingida pelo disparo na cabeça, morrendo na hora. Após o crime, o procurador fugiu do local.

 

No dia seguinte (10) no período da tarde, Luiz Eduardo se apresentou à polícia e foi preso em flagrante por homicídio. Em depoimento, ele alegou não saber o que se passou em sua cabeça no momento do crime. Ney estava em situação de rua e tinha transtornos mentais, tendo sido internado por diversas vezes pela família, mas quando estava em crise, fugia para a rua. 

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