ESTAVA EMBRIAGADO 01.06.2026 | 15h16

maria.klara@gazetadigital.com.br
Reprodução
O motorista José Lázaro Schneider, preso em flagrante após atropelar e matar o entregador Gabriel Correa Sabatini, 21, em Sapezal (480 km da capital), foi colocado em liberdade provisória após audiência de custódia realizada no domingo (31). A decisão judicial fixou fiança de R$ 16,2 mil, além de medidas cautelares como suspensão da CNH e proibição de frequentar bares e locais que comercializam bebidas alcoólicas.
Conforme a decisão, José Lázaro foi autuado pelos crimes de homicídio culposo na direção de veículo automotor sob efeito de álcool e fuga do local do acidente. O teste do bafômetro apontou 0,86 miligrama de álcool por litro de ar expelido, índice que configura crime de trânsito.
O acidente ocorreu na noite de sábado (30), nas proximidades do CTG de Sapezal. Imagens de câmeras de monitoramento registraram o momento em que a Toyota Hilux conduzida pelo suspeito atinge a motocicleta pilotada por Gabriel. Com o impacto, o jovem foi arremessado por vários metros. Ele chegou a ser socorrido, mas morreu durante o trajeto para uma unidade de saúde.
Segundo a Polícia Militar, o motorista deixou o local sem prestar socorro. Com informações de testemunhas, os policiais localizaram a caminhonete estacionada em frente à residência do suspeito. O veículo apresentava danos compatíveis com a colisão. José Lázaro foi encontrado dentro do imóvel e preso em flagrante.
Durante a audiência de custódia, a defesa alegou supostas irregularidades na atuação policial, como invasão de domicílio e uso indevido de algemas. No entanto, o juiz plantonista Luiz Guilherme Carvalho Guimarães rejeitou os argumentos e considerou a prisão legal, destacando que houve perseguição ininterrupta após o acidente, o que autorizava a entrada dos policiais na residência.
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Apesar da homologação do flagrante, o magistrado concedeu liberdade provisória ao investigado. Na decisão, ressaltou que a Polícia Civil e o Ministério Público não solicitaram a prisão preventiva e que o acusado é primário, possui residência fixa e exerce atividade profissional lícita.
Além do pagamento da fiança, José Lázaro deverá cumprir uma série de medidas cautelares, entre elas comparecimento mensal à Justiça, proibição de deixar a comarca sem autorização judicial, suspensão imediata do direito de dirigir e proibição de frequentar bares, boates e distribuidoras de bebidas.
A soltura provocou revolta entre familiares e amigos de Gabriel. Ainda no domingo, um grupo realizou um protesto em frente à residência do motorista, cobrando justiça pela morte do jovem entregador.
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