filho levou arma 02.03.2021 | 11h29

vitoria@gazetadigital.com.br
Reprodução/Twitter
Ministério Público de Mato Grosso, por meio do promotor Milton Pereira Merquíades, instaurou inquérito para apurar suposta responsabilidade do empresário Glauco Fernando Mesquita Correa da Costa, dono da arma usada para atirar e matar a adolescente Isabele Guimarães Ramos, 14, em um condomínio de luxo na Capital. Os pais da atiradora apresentaram provas de que o menor sabia diferenciar uma arma municiada e uma que não estava, ao contrário do que relatou seu depoimento após a morte de Isabele.
O empresário é pai do adolescente que namorava a menor que atirou em Isabele. Os dois praticavam tiro esportivo juntos. A ação foi assinada na sexta-feira (26).
Em 12 de julho de 2020, data em que Isabele Guimarães Ramos foi morta com um tiro no rosto, foi o adolescente quem levou as armas para a casa da família Cestari, no condomínio Alphaville, em Cuiabá.
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Segundo a ação, os advogados de Marcelo Martins Cestari e Gaby Soares de Oliveira Cestari anexaram nos autos fotografias e vídeos que mostram o adolescente portanto armas de fogo, no interior de uma casa e dentro de um veículo.
Ainda de acordo com as imagens, o menor posava em diferentes oportunidades. Ele sempre estava em posse da arma de fogo, municiada ou desmuniciada, inclusive, fazendo exibições de técnicas e destrezas da arma, já que era praticante de tiro esportivo.
“Da análise das imagens, percebe-se que o adolescente, em tese, incorreu na figura do ato infracional análogo ao crime posse/porte ilegal de arma de fogo, pois como é sabido, as condutas apresentadas nos vídeos e fotografias, são ilegais, uma vez que, o manuseio de armas para menores praticantes de tiro somente pode ser feito no clube de tiro apropriado, com a supervisão do responsável ou instrutor”, afirma o promotor.
Além disso, uma das armas pode ser de outra pessoa, identificada apenas como Leopoldo. Com indício de entrega de armas de fogo para adolescente, que é crime, e fora de clubes de tiro apropriados, o órgão pede a responsabilização dos envolvidos.
Por fim, o promotor solicitou ao Delegado Regional de Cuiabá a instauração do inquérito policial, para apurar a eventual responsabilidade de Glauco Fernando.
O caso
Isabele Guimarães Ramos, 14, foi morta com um tiro no rosto, em 12 de julho, quando estava na casa da melhor amiga, uma adolescente de também 14 anos na época do crime.
A amiga alegou que o disparo que matou Isabele foi acidental, no entanto, o inquérito da Polícia Civil concluiu que o homicídio foi doloso, ou seja, com intenção de matar.
A investigação durou 50 dias e autuou 4 pessoas, além da adolescente, que chegou a ser denunciada pelo Ministério Público Estadual (MPE), foi internada e passou menos de 16 horas no Pomeri, mas conseguiu liberdade.
O processo está em andamento na Justiça e corre em sigilo. Na última semana, o Ministério Público do Estado (MPE) denunciou o empresário Marcelo Martins Cestari e a esposa Gaby Martins Cestari, pais da adolescente acusada de matar Isabele, pelos crimes de homicídio culposo, corrupção de menor, porte ilegal de arma, fraude processual e entregar arma para menor de idade. Caso condenados, eles podem pegar mais de 15 anos de prisão.
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alberto - 03/03/2021
Rapaz a guria atirou ponto!! o pai tentou atrapalhar as investigações, usou dois homens de braços cruzados na entrada da casa como está em reportagens, agora quer incriminar outro que esteja errado em portar as armas mas quem atirou foi a guria e que ainda por cima CRIME CULPOSO? FOI DOLOSO.....pára o que um advogado bem pago faz e como tem brechas na lei para enrolar e postergar decisões mesmo nesses ato claramente doloso
1 comentários