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Judiciário - A | + A

18.10.2017 | 15h00

Pastor acusado de estuprar menina de 11 anos é colocado em liberdade

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Justiça libera da prisão o pastor Paulo Roberto Alves, 52, acusado de estupro de vulnerável de uma menina de 11 anos. Ele ficou preso durante 183 dias e no dia 11 de outubro, véspera do feriado, conseguiu a ordem de soltura na 3a Câmara do Tribunal de Justiça. 

Reprodução

O representante do Ministério Público se pronunciou contra a liberação do réu. A prisão em flagrante do pastor ocorreu no dia 12 de abril deste ano. Pedido anterior de liberdade já havia sido negado pelo juiz da 14a Vara Criminal, onde o processo corre em segredo de Justiça, no mês de agosto.

Na época da prisão do pastor, que já tinha fundado sua própria congregação evangélica, causou grande repercussão social.Ele foi preso logo depois de deixar uma adolescente de 16 anos e a sobrinha dela, de 11, em um ponto de ônibus, na avenida das Torres, próximo a residência dele, no Jardim Itália em Cuiabá.

Leia também - Justiça determina que pastor vá para cadeia; surgem mais denúncias

Policiais militares em rondas suspeitaram da situação do condutor da caminhonete deixando duas meninas no local e saindo rapidamente, no período da noite. Ao fazer a abordagem as jovens, em conversa, acabaram confirmando que haviam passado a tarde na casa do pastor e ele manteve relações sexuais com a mais velha, diante da sobrinha dela. Ele pagou R$ 150 para a tia e R$ 50 para a sobrinha pelo programa.

Ao ser preso, horas depois, o pastor ainda tentou se livrar do flagrante, alegando que a caminhonete dele havia sido roubada e não era ele quem conduzia o veículo com as meninas. Após a prisão o caso foi investigado pela Polícia Civil, através da Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos da Criança (Deddica), que já havia recebido denúncia anterior sobre o assédio do pastor, dentro e fora da congregação. Por meio das investigações outras vítimas foram localizadas e confirmaram as denúncias, resultando no indiciamento do acusado.

A divulgação da prisão na época, pelas redes sociais, acabou trazendo a tona novas denúncias contra o pastor. Ele já havia sido expulso de outra congregação religiosa, justamente pelo comportamento abusivo.

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