grupo inimigo 02.09.2026 | 14h40

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Reprodução
O Tribunal do Júri de Sorriso condenou, nessa terça-feira (1º), Alison Antônio Silva Vieira, Max Matos de Sousa, Eduardo Vieira da Conceição e Willian da Silva Soares pelo assassinato de Maurício dos Santos Silva de Araújo, ocorrido em janeiro de 2024.
Os quatro foram condenados por homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver e corrupção de menores. Alison, Max e Eduardo também responderão por organização criminosa. Somadas, as penas chegam a 110 anos de prisão.
Conforme a investigação, Maurício foi morto durante uma ação ligada ao Comando Vermelho (CV). Os criminosos suspeitaram que a vítima pertencesse ao Primeiro Comando da Capital (PCC), facção rival. A desconfiança surgiu por causa de uma tatuagem no peito de Maurício, interpretada pelo grupo como símbolo de ligação com o PCC.
Max, Willian e um adolescente levaram Maurício à força para uma quitinete. No local, a vítima foi amarrada, interrogada e agredida. Eduardo chegou posteriormente e também participou dos questionamentos e das agressões.
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Depois, Maurício foi levado para um terreno baldio, onde Alison se juntou ao grupo e realizou uma chamada de vídeo com outros integrantes da organização criminosa. A vítima continuava sendo questionada sobre uma suposta ligação com o PCC.
Ainda amarrado, Maurício foi agredido com um pedaço de madeira na cabeça e morreu. Segundo o exame pericial, a causa da morte foi traumatismo craniano provocado por ação contundente.
Após o homicídio, os criminosos levaram o corpo até o Rio Lira e o jogaram na água para tentar ocultá-lo. Na manhã seguinte, Maurício foi encontrado preso a galhadas, amordaçado e com os pés amarrados.
Durante o julgamento, os jurados reconheceram que o homicídio foi praticado por motivo torpe, meio cruel e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima. Também foram reconhecidos os crimes de ocultação de cadáver e corrupção de menores.
O motivo torpe decorreu do contexto de disputa entre facções criminosas e da suspeita de que Maurício pertencesse a um grupo rival. O meio cruel foi reconhecido em razão da sequência de submissão, interrogatórios e agressões imposta à vítima antes da morte. Já o recurso que dificultou a defesa decorreu das circunstâncias em que Maurício permaneceu amarrado, subjugado e em inferioridade diante do grupo.
Alison Antônio Silva Vieira foi condenado a 36 anos de prisão pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, organização criminosa e corrupção de menores.
Max Matos de Sousa e Eduardo Vieira da Conceição foram condenados pelos mesmos crimes, cada um à pena de 25 anos e 10 meses de prisão.
Willian da Silva Soares foi condenado a 22 anos e quatro meses de prisão por homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver e corrupção de menores.
Ao comentar o resultado do julgamento, o promotor de Justiça Luiz Fernando Rossi Pipino destacou a importância do enfrentamento institucional às organizações criminosas.
“Não vamos admitir que organizações criminosas imponham suas próprias leis, promovam julgamentos clandestinos e decidam quem pode viver ou morrer. O Estado não pode recuar diante das facções. O enfrentamento ao crime organizado será firme, permanente e dentro da lei”, declarou.
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