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atrito por terras 27.03.2026 | 15h06

Réu é condenado por matar caseiro com tiro no coração

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O réu Elias Vasconcelos de Araújo foi condenado, na quarta-feira (26), a 20 anos e dois meses de prisão pelo homicídio de João Coelho Milhomem e por corrupção de adolescente. A pena deverá ser cumprida inicialmente em regime fechado.

 

Conforme a sentença, o réu foi considerado culpado pelo assassinato ocorrido na manhã do dia 16 de janeiro de 2023, na Rodovia Estadual MT-130, conhecida como Estrada Cruzeirinho, no município de Feliz Natal (536 km ao norte).

 

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De acordo com a denúncia, Elias Vasconcelos de Araújo agiu de forma premeditada e em conluio com um adolescente, utilizando uma espingarda calibre 20 para surpreender a vítima e efetuar dois disparos de arma de fogo. João Coelho Milhomem morreu no local, baleado na região lombar, um dos tiros atingiu o coração.

 

A investigação apontou que a motivação do crime estava relacionada a disputas por terra. A vítima trabalhava como caseiro em uma propriedade rural que vinha sendo alvo de invasões. Testemunhas relataram que, meses antes do homicídio, João Coelho Milhomem havia registrado boletim de ocorrência informando ameaças recebidas do réu, inclusive com menção ao uso de arma de fogo, caso não deixasse a área.

 

No dia do crime, segundo a acusação, o adolescente conduzia um veículo Fiat Uno branco, enquanto Elias seguia armado. Após localizar a vítima na rodovia, o réu efetuou os disparos de surpresa, impossibilitando qualquer chance de defesa.

 

Após o assassinato, a arma utilizada foi descartada em um rio próximo ao local dos fatos. Imagens de câmeras de segurança de uma propriedade rural ajudaram a confirmar a dinâmica do crime, ao registrar o deslocamento da vítima em sua motocicleta seguido, poucos segundos depois, pelo veículo dos autores.

 

O Tribunal do Júri de Feliz Natal reconheceu as qualificadoras de motivo torpe, motivo fútil e uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima, além do crime de corrupção de adolescente, uma vez que o homicídio foi praticado em conjunto com um menor de idade.

 

No plenário estavam presentes familiares, a viúva e a filha da vítima que ficaram muito emocionados durante todos os debates.

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