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Judiciário - A | + A

03.07.2018 | 16h30

Silval cobra hombridade e diz que conselheiros deveriam delatar - veja vídeo

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João Vieira

O ex-governador de Mato Grosso, Silval da Cunha Barbosa, foi duro ao rebater as acusações de que estaria mentido em sua delação premiada. O recado pela imprensa foi encaminhado aos conselheiros afastados do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT). Ele cobrou hombridade de quem, assim como ele, cometeu crimes.

“Meu compromisso é com a verdade. Onde estou sendo chamado, estou indo depor, é o meu compromisso. E onde eu tenho ido, tenho mostrado documentos. Eu não estou acusando falsamente ninguém. Só estou mostrando o que aconteceu dentro do governo e a responsabilidade de cada um. Aquilo que eu errei, aquilo que outros erraram, para que a população possa ter conhecimento”, afirmou o ex-governador.

O antigo chefe do Poder Executivo tem sido alvo de críticas de investigados. Ele é peça chave do crime organizado em Mato Grosso. Justamente com base na delação de Silval, o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou em setembro de 2017 o afastamento cautelar de 5 conselheiros do Tribunal de Contas do Mato Grosso: José Carlos Novelli, Antônio Joaquim Moraes, Waldir Júlio Teis, Walter Albano da Silva e Sérgio Ricardo de Almeida, investigados pela prática dos delitos de corrupção passiva, sonegação de renda, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

“Quando eu me comprometi em colaborar com a justiça, é isso que estou fazendo. Tudo que eu tenho é documentado. Do Antonio Joaquim, tudo que eu passei para o Tribunal de Contas, de propina, da extorsão dos conselheiros, encabeçada pelo Carlos Novelli, pelo Sérgio Ricardo, tudo eu mostrei documentos. Tudo está documentado”.

Gazeta Digital

Conselheiros delatados por Silval Barbosa

Barbosa prestou depoimento na tarde desta terça-feira (3), na Controladoria-Geral do Estado (CGE) em um processo administrativo de responsabilização que tramita contra as empresas Trimec Construções e Terraplenagem Ltda, de propriedade de Wanderley Torres Fachetti, e Strada Construtora e Incorporadora Ltda (SM Construtora), de propriedade de Patrício Alonço dos Reis e Serafim Martins. Antes de depor aos controladores, Silval falou com jornalistas que foram à GCE.

O ex-governador comentou sobre a compra de uma fazenda, localizada em Nossa Senhora do Livramento, a mando de Antonio Joaquim, supostamente com dinheiro fruto de propina.

“A área adquirida dele (Antonio Joaquim) também está tudo documentado. É o direito jus sperniandi deles de dizer que é mentira. O que ele tinham que fazer é o contrário, colaborar também e contar o que aconteceu e pagar os erros que nós cometemos. Eles, como do órgão controlador, deveriam ter hombridade e falar a verdade, não ficar atacando agora. Eu estou com a consciência tranquila”, finalizou.
 

               

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