flagrante de R$ 90 mil 09.07.2019 | 10h36

pablo@gazetadigital.com.br
Chico Ferreira
O Pleno do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de Mato Grosso negou por unanimidade o pedido do deputado estadual Carlos Avalone (PSDB) para trancar a ação judicial que pode resultar em sua cassação, por conta das eleições de 2018, quando 3 pessoas foram detidas em flagrante, na BR-070, com R$ 90 mil em dinheiro e várias caixas de santinhos do então candidato.
O relator do habeas corpus, desembargador Sebastião Barbosa Farias, seguiu o parecer do Ministério Público Eleitoral, afirmando que os fatos narrados e colhidos até o momento já são suficientes para às investigações.
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A defesa alegava que o processo teria "insuficiência de prova pré-constituída" para que a ação prosseguisse. "Sem entrar no mérito da questão, só fato de se ter encontrado R$ 89 mil em dinheiro, dentro de um carro, véspera das eleições, o carro adesivado com a propaganda do Carlos Avalone e um deles dizem que pegou o dinheiro do escritório do paciente [Avalone], já e motivo para se investigar", disse o presidente do TRE ao seguir o voto do relator.
As detenções foram feitas pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), que encaminhou os suspeitos para a sede da Polícia Federal (PF), em Cuiabá. Após depoimentos, os 3 foram liberados. O dinheiro e os materiais de campanha de Avalone estavam em uma carro.
Avalone assumiu a cadeira de deputado, em fevereiro, em definitivo após Guilherme Maluf ter sido nomeado conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE).
O parlamentar é investigado na Operação Ararath e foi alvo da 12ª fase, denominada "Malebolge". De acordo com a delação do ex-governador Silval Barbosa, Avalone e seus irmãos, que são sócios na construtora Três Irmãos, pagaram propina com um cheque sem fundo.
A propina seria proveniente de contratos do programa “MT Integrado”, que assegurava investimentos de aproximadamente R$ 1,5 bilhão para pavimentação.
Avalone supostamente entregou cerca de R$ 2 milhões em cheques ao ex-governador Silval Barbosa (MDB), a título de propina do “retorno” dos contratos das obras.
Outro lado
O deputado Carlos Avalone nega ser dono do recurso apreendido e refuta às acusações da Operação Ararath, envolvendo a delação do ex-governador Silval Barbosa.
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