desacato a PMs 25.01.2026 | 15h41

jessica@gazetadigital.com.br
Chico Ferreira
O tenente-coronel Welington Rodrigues Mendonça, 44, foi detido na madrugada deste domingo (25) acusado de importunação sexual a mulheres em posto de combustíveis do bairro Popular e desacato aos agentes que atenderam a ocorrência. Ele teria passado a mão nas pernas de algumas jovens durante esquente de Carnaval e se tornado agressivo diante da recusa às investidas. O oficial é comante da PM de Peixoto de Azevedo e efetivo na corporação desde o ano 2000.
A Polícia Militar foi acionada via Ciosp para intervir em uma "desinteligência" no Posto Serafas (Emboava), ao lado da Praça 8 de Abril, no centro de Cuiabá. No local, duas mulheres relataram que estavam em uma roda de amigos quando o suspeito se aproximou.
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Uma das vítimas relatou que estava sentado quando homem chegou perto e passou a mão em sua coxa. A mulher se desvencilhou e logo ela passou a empurrá-la. Ao ver a situação, a amiga da vítima trocou de lugar com ela e disse ao intruso que ambas namoravam. Ele apertou o braço de uma delas com força e disse que era "coronel".
Diante da insistência do militar, a jovem tentou dar um soco em seu rosto, mas teve o braço segurado por ele, que permaneceu no local, incomodando a todos.
Testemunhas presentes no local relataram às vítimas que o mesmo indivíduo já teria agido de forma semelhante momentos antes, durante um "esquenta" de carnaval na Praça 8 de Abril, onde teria passado a mão nas partes íntimas de outras mulheres. Aos sábados o espaço recebe ensaio de blocos de carnaval de Cuiabá.
A polícia foi chamada e questionou sobre a identidade funcional do suspeito, que foi apresentada. Mesmo na presença dos policiais, o tenente-coronel teria avançado novamente contra uma das vítimas, segurando seu braço e questionando o que ela dizia à autoridade.
Ao ser solicitada a entrega de sua arma de fogo por questões de segurança, o tenente-coronel recusou-se e passou a proferir insultos e ameaças contra os próprios colegas de farda. Frases como "Vou lembrar disso", "Vocês estão fundidos" e ofensas diretas, chamando um cabo da PM de "merda", foram registradas pelos policiais e pelo oficial de área.
O oficial negou as acusações de importunação sexual, alegando que apenas tentou conhecer a vítima e se afastou após a negativa. No entanto, diante do relato das vítimas e das testemunhas, ele foi encaminhado para a delegacia. A corregedoria da PM foi comunidade da conduta do oficial.
Ainda na abordagem às jovens, o militar disse que era casado e tentou constranger as vítimas a não registrassem a queixa.
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