reunião na prisão 09.03.2026 | 14h30

redacao@gazetadigital.com.br
João Vieira
Senador e pré-candidato ao governo de Mato Grosso, Wellington Fagundes (PL) rebateu as declarações do governador Mauro Mendes (União), que duvidou do anúncio de que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) avalizou seu nome para a disputa ao Palácio Paiaguás. Fagundes relembrou do chefe do Executivo que, em 2022, conseguiu convencer Bolsonaro e a cúpula nacional para uma aliança com Mauro. Na época, sua palavra "bastou".
“Eu exijo respeito, inclusive do governador, porque ele está eleito aí com o nosso apoio. E nosso posicionamento é de que até o último dia que o Mauro estiver como governador o PL apoiará. Inclusive, o ajudamos a governar, e posso dizer em muitos aspectos que ajudamos a governar sem exigir nada. Nós apoiamos. Então, governador, eu exijo respeito”, disse o senador nesta segunda-feira (9).
No sábado (7), Wellington Fagundes visitou Bolsonaro na Papadinha em Brasília, num encontro que durou cerca de duas horas. Na saída, afirmou que o ex-presidente endossou a decisão da cúpula nacional em lançá-lo ao governo e o deputado federal José Medeiros (PL) ao Senado. Após esta declaração, Mauro Mendes afirmou que nunca ouviu de Bolsonaro o apoio dado a Wellington, colocando em dúvida a declaração. “Mas cabe a ele [Bolsonaro] ou a um porta-voz direto dele falar sobre isso”, pontuou o governador.
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Diante do comunicado de que seu possível sucessor, Otaviano Pivetta (Republicanos), não teria o apoio do ex-presidente, Mauro miniminou o incentivo de Bolsonaro. Para ele, apoio por si só não resolve problemas. “Nunca vi apoio resolver os problemas. Quem resolve os problemas é quem está sentado com a caneta na mão”, argumentou.
A declaração ocorre após o grupo do governador ter passado o ano de 2025 articulando um possível apoio de Bolsonaro ao vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que chegou a cogitar uma filiação ao PL. Porém, sem êxito nas investidas.
Apesar de relativizar o impacto do eventual apoio, o governador reconheceu a liderança política do ex-presidente, mas afirmou que a decisão do eleitorado passa por critérios de gestão.
“Temos que reconhecer a liderança que ele tem, mas eu tenho certeza que os mato-grossenses vão julgar. Não é o apoio de Mauro Mendes, não é o apoio de Lula, não é o apoio de Bolsonaro. Quem vai estar administrando o Estado de Mato Grosso é quem vai estar sentado naquela cadeira”, finalizou.
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