CLIENTE DA VÍTIMA 20.02.2021 | 17h15

redacao@gazetadigital.com.br
João Vieira
Jefferson Rodrigues da Silva, 33 anos, que confessou ter matado a empresária Rosemeire Soares Perin, 56 anos, conhecia a vítima há 10 anos. A família do suspeito atua no mesmo ramo em que a comerciante trabalhava.
Em coletiva de imprensa realizada na sexta-feira (19), o delegado Marcel de Oliveira, da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), apontou que apesar de o suspeito conhecer a vítima eles não eram próximos.
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Conforme explicou o delegado, o suspeito tomou conhecimento da vítima em 2011, por conta de sua família trabalhar no mesmo segmento comercial. Porém, só em 2020 eles se aproximaram, pelo fato de Jefferson ter começado a trabalhar na mesma área.
Rosemeire vendia produtos de festas, prestava assistência de equipamentos e também comercializava máquinas de sorvete. Segundo a polícia, a rotina da vítima incluía contato constante com seus clientes, por conta da manutenção das máquinas vendidas.
"A vítima já tinha uma relação de comerciante e cliente há algum tempo. Já tinha o conhecimento, inclusive, porque a família do suspeito já trabalhava com isso desde o ano de 2011. E foi em 2011 que o Jefferson teve o primeiro contato com a vítima. Não que o Jefferson trabalhava com isso, mas a família dele sim", disse o delegado.
"E então, a partir de 2020, ele efetivamente voltou a ter esse contato mais próximo exatamente por causa da aquisição do material, para fazer o trabalho com o sorvete, e os insumos. Até porque era a própria Rosemeire que prestava assistência dos equipamentos. Então, se algo quebrava, quem arrumava as peças era a vítima", acrescentou.
O caso
Rosemeire Soares foi encontrada morta na Passagem da Conceição, em Várzea Grande, na tarde de quinta-feira (18). Antes disso, a última vez que empresária havia sido vista pela família foi na terça-feira (16), quando saiu para trabalhar.
Dois homens foram presos pelo crime. Jefferson Rodrigues da Silva, que confessou o assassinato, e Pedro Paulo de Arruda, suspeito de ajudar na ocultação do corpo da vítima.
Jefferson prestou três depoimentos à polícia, todos conflitantes entre si. À reportagem, o delegado explicou que a instituição está considerando os últimos apontamentos do suspeito, que indicam que o crime teria sido cometido por dívida de R$ 1,4 mil.
"O que motivou o crime foi uma dívida que ele tinha com ela desde que adquiriu uma máquina de sorvete dela em março de 2020, pelo preço de R$ 7 mil. Depois da compra, a máquina deu problema e manutenção ficou em R$ 2.100. Depois disso, ele ficou devendo mais R$ 850", explicou o delegado.
"Nesse período, ele começou a vender espetinho e comprou pratinhos de plástico dela também, no valor de R$ 156, que foi somado à dívida. Quando ela foi cobrar, ele não gostou. Ela já estava na casa dele testar o batedor de milk-shake e foi quando recebeu uma gravata do agressor, ficou sem ar, desmaiou e foi amarrada pelos pés, mãos com fitas e amordaçada", acrescentou.
O caso segue sendo investigado pela DHPP.
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