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servidores públicos 17.11.2019 | 09h09

Além da reforma da Previdência, MT pode acionar o gatilho

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Thiago Andrade e Pablo Rodrigo

redacao@gazetadigital.com.br

Mayke Toscano/Secom

Mayke Toscano/Secom

Apesar de não estar em estudo no momento, o Estado de Mato Grosso não descarta a possibilidade de acionar o chamado 'gatilho' previsto na Proposta de Emenda Constitucional 168/2019. Acionando a PEC emergencial,depois de aprovada, o Estado terá poder de reduzir a carga horária dos servidores públicos e fazer a redução do salário na mesma proporção. 

 

Mato Grosso é um dos estados que se beneficiam da PEC por ter 95% de sua receita corrente líquida comprometida com despesas obrigatórias. "É um gatilho que pode ser acionado e depender da situação fiscal do Estado", explica o secretário de Fazenda, Rogério Gallo. 

 

Leia também - Estado será obrigado a aumentar alíquota da Previdência dos servidores

 

Gallo lembrou que a medida depois que aprovada pelo Congresso Nacional será usada em momentos extremos. Destacou que parte do que está previsto já vem sendo feita pelo governo de Mato Grosso ao cortar a realização de novos concursos públicos, por exemplo. 

 

"O que tem inovação é a redução de jornada com a redução de salário, essa é a inovação da PEC", destacou. 

 

Unificação

Os servidores públicos do Estado de Mato Grosso terão Previdência unificada nos moldes proposto em 2013 com a aprovação da nova Previdência. O projeto foi apresentado pelo governo do Estado nesta quarta-feira (13) e os estudos estão em análise pelos Poderes. A reforma segue as diretrizes do texto da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 06/2019, proposta e aprovada em âmbito nacional. 

 

Servidores do Poder Executivo, Judiciário e Legislativo teriam o dinheiro da Previdência geridos pelo MT Prev na proposta, isso já foi estabelecido em lei. Porém, uma ação de 2014 barrou a unificação das aposentadorias, com isso cada Poder ou órgão constitucional cuida dos seus aposentados. 

 

Agora, o secretário disse que a emenda constitucional da reforma da previdência prevê a unificação do órgão que paga as aposentadorias no Estado até dois anos. "Agora isso está previsto na Constituição Federal, já não há mais essa discussão, em 2014 era a constitucionalidade da lei, agora já há essa previsão, não há o que discutir. Os Poderes já entenderam isso e manifestaram o desejo de estar em um único órgão gestor", disse Gallo.

 

 

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Comentários

jose a silva - 17/11/2019

Daqui a algum tempo, sem concursos e sem servidores, serviços do estado serão precários em situação extrema e os possíveis de serem terceirizados serão (se a real intenção desses gatilhos não for isso), aí o povo vai perceber que estado, deputados e vereadores pra nada servem a não ser atrapalhar e restringir a bem da população!

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