MAIOR BANCADA DA CÂMARA 15.07.2026 | 08h29

fred.moraes@gazetadigital.com.br
Montagem GD
Mesmo em meio ao rompimento entre o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), e a bancada do Podemos na Câmara Municipal, em função da disputa pela Mesa Diretora, o presidente estadual do partido, deputado Max Russi, afirmou que não irá determinar qual postura os vereadores devem adotar em relação ao Executivo.
Ao
, Russi disse que respeita a autonomia dos parlamentares municipais e que cabe a cada um decidir se permanecerá na base do prefeito, fará oposição ou adotará uma posição independente.
“Eu não entro nesse mérito. Tenho dado liberdade aos vereadores de todo o Mato Grosso para realizarem seus mandatos e suas conduções da forma que entenderem melhor para ajudar seus municípios. Os vereadores poderão optar pela situação, oposição ou independência”, afirmou.
A declaração ocorre em meio à maior crise política enfrentada por Abilio com sua antiga base aliada. O desgaste começou durante a disputa pela presidência da Mesa Diretora da Câmara de Cuiabá, quando vereadores do Podemos acusaram o prefeito de tentar interferir no processo de sucessão da Casa. A sigla encabeça uma das principais chapas para presidência, com nome de Ilde Taques.
A tensão aumentou após a Prefeitura ingressar no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) para derrubar trechos do Regimento Interno que exigem voto de dois terços dos vereadores para alterar normas da Câmara. Na avaliação dos parlamentares, a medida beneficia diretamente a estratégia do Executivo na eleição da Mesa.
Russi voltou a defender a autonomia do Legislativo municipal e evitou participar das articulações em torno da escolha do próximo presidente da Câmara.
“O Podemos é a maior bancada da Câmara, teoricamente tem todo direito de ter a presidência da Casa. Eu apoio qualquer um deles. Qualquer um que quisesse disputar apoiaria.”
Apesar do apoio aos correligionários, o presidente estadual ressaltou que não interfere na eleição da Mesa Diretora.
“Não participo de forma direta, porque não é meu papel. A Câmara tem que decidir. O prefeito tenta interferir, mas os vereadores escolherão os melhores. São três candidatos capacitados e irão decidir.”
Nos últimos dias, Max Russi também criticou publicamente a judicialização da disputa, afirmando que a iniciativa do Executivo representa interferência na autonomia do Legislativo e pode enfraquecer a independência entre os Poderes. Já Abilio nega que a ação tenha como objetivo influenciar a eleição da Mesa e sustenta que a discussão é voltada à tramitação de projetos considerados estratégicos pela Prefeitura.
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