DEU EM A GAZETA 06.07.2025 | 06h59

redacao@gazetadigital.com.br
Agência Câmara
Deputados federais de Mato Grosso dizem não confiar na narrativa do governo federal de que o aumento das alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) era uma medida que afetaria apenas os mais ricos do país.
Em junho, o governo publicou medidas que ampliaram, por exemplo, a tributação sobre apostas esportivas, criptoativos e investimentos isentos. A Câmara dos Deputados derrubou os decretos, mas na sexta-feira (4) o ministro Alexandre de Moraes suspendeu as decisões do Legislativo e do governo sobre o IOF. Mato Grosso é representado na Câmara por parlamentares de apenas três partidos: o União Brasil; o MDB; e o PL. Destes, apenas o deputado Emanuelzinho (MDB) votou contra a derrubada dos decretos.
Ao jornal A Gazeta, a deputada Gisela Simona (União) afirmou que a derrubada foi ‘uma vitória do povo brasileiro’ e que ‘nenhum cidadão consegue pagar mais impostos’.
‘Também serei a favor de outras que estão por vir para aliviar o bolso da população, como exemplo, a isenção do Imposto de Renda para quem tem receita de até R$ 5 mil. Não é possível admitir a tese de imposto para ricos, nem sequer o discurso de ‘vitória do Congresso’ ou ‘derrota do Governo’, meus votos são norteados por ações que representam melhorias para a população’.
José Medeiros (PL) também não acreditou que apenas os mais ricos seriam afetados. ‘Quando você vai fazer qualquer crediário, você paga IOF. Se você comprar na Shopee, você paga IOF. Se você usar o seu cartão de crédito, você paga IOF (...) O ‘super rico’ geralmente é empresário e empresário faz o quê? Ele repassa o imposto. Então vai sobrar nas costas do pobre de todo jeito. O Congresso agiu corretamente’.
O deputado Emanuelzinho se manifestou defendendo que os decretos serviriam, sim, para taxar quem ganha mais. ‘Quem sustenta os investimentos públicos do Brasil, os programas de distribuição de renda é o policial militar, é o enfermeiro, é o professor, é o profissional liberal de renda média e quando a gente quer promover essa distribuição e reorganizar a tributação brasileira, há uma imensa resistência coordenada nesse país. A gente tem que fazer com que quem ganhe mais, pague mais, quem ganhe menos, pague menos’.
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