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QUER PRISÃO PERPÉTUA 18.04.2026 | 16h00

Buzetti diz que feminicídios são resposta de agressores ao empoderamento feminino

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Divulgação

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A ex-senadora Margareth Buzetti (PP) disse que os feminicídios são uma resposta dos agressores ao empoderamento feminino. Apesar de admitir não gostar do termo, ela disse que essa é a verdade. A fala foi feita nesta sexta-feira (17), em evento no Palácio Paiaguás.


Na fala, Buzetti disse que o contexto de violência contra mulheres só poderá ser alterado por meio de uma educação que confronte a ideia de que o homem tem poder sobre a mulher.


“Nada substitui a educação. Nós temos centenas de anos de uma educação que diz que o homem tem poder, que o homem pode, que a mulher não pode. A mulher nas últimas décadas, não gosto muito dessa palavra, mas é, o empoderamento da mulher [permite que] hoje ela diz não, ela veste o que ela quer, vai aonde ela quer, ela se profissionalizou, ela se sustenta, [as mulheres] sustentam os lares”, disse.


Buzetti pontuou que hoje, a mulher só pode competir do homem em relação à força física e que é nesse ponto que eles atacam as vítimas.


“Nós não conseguimos competir com os homens na força e aí ele usa a força”, afirmou. “Se eu voltar ao Senado, pode ter certeza que eu vou atrás da prisão perpétua”, acrescentou na sequência.


Para Buzetti, o número de casos de feminicídios não aumentou, o que houve foi que a nova legislação exige a tipificação dos casos como feminicídio, crime autônomo que indica o assassinato da mulher por motivo de gênero. Dessa forma, há mais visibilidade para essas ocorrências.


“Eu não acredito que aumentou [o número de casos], aumentou a crueldade dos crimes. A crueldade dos crimes, sim. Porque hoje você sabe tudo em tempo real, aconteceu você fica sabendo. Isso não é no Mato Grosso, é no Brasil inteiro”, disse.


Para a empresária e pré-candidata, mesmo que houvesse um único caso de assassinato de mulher no país, seria preciso fazer justiça à vítima.


“Enquanto houver um feminicídio, nós temos que lutar para que não haja. Mas é isso, é uma reação do homem frente ao empoderamento feminino”, concluiu.

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