META AGORA É R$ 40 MIlhões 02.02.2026 | 16h20

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Fred Moraes - Gazeta Digital
Durante a sessão da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), nesta segunda-feira (02), o deputado estadual Júlio Campos (União Brasil) voltou a defender a Santa Casa de Misericórdia de Mato Grosso. Ele reforçou a proposta de cota para que os parlamentares destinem parte das emendas da saúde para ajudar a Prefeitura de Cuiabá a cobrir último lance de R$ 40 milhões, para adquirir o hospital e evitar sua privatização. A unidade está em processo de alienação judicial por dívidas trabalhistas.
Segundo Campos, cada deputado tem R$ 13 milhões em emendas para a saúde e poderia destinar 10% desse valor, o equivalente a R$ 1,3 milhão. Com a adesão de cerca de dez parlamentares, principalmente da Baixada Cuiabana, seria possível reunir entre R$ 10 milhões e R$ 13 milhões para ajudar o município a completar o valor do leilão.
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“Vamos coletar assinaturas. Acredito que a maior parte dos deputados possa não querer colaborar, por serem do interior, mas pelo menos nós, da Baixada Cuiabana, temos condição de conseguir no mínimo 10 assinaturas ou mais. Assim, podemos oferecer um auxílio entre 10 e 13 milhões de reais para o município de Cuiabá completar o valor necessário, permitindo que o prefeito Abílio adquira aquele acervo e mantenha a Santa Casa funcionando de portas abertas”, disse Júlio.
Na sexta-feira (30), o prefeito Abílio Brunini (PL) anunciou que Cuiabá pretende dar um lance de R$ 30 milhões pela unidade. O prédio, avaliado em cerca de R$ 78 milhões, recebeu proposta de R$ 40 milhões do Instituto Evangelístico São Marcos, com pagamento parcelado.
O governador Mauro Mendes (União) afirmou que o Estado ainda não decidiu o destino da Santa Casa e destacou que parte dos atendimentos foi transferida para o Hospital Central.
“Essa questão da Santa Casa não está decidida. O governo inaugurou um excepcional hospital. Grande parte daquilo que nós fazíamos lá foi migrado para dentro do Hospital Central, aumentando a quantidade de atendimento. Neste momento, estamos afunilando algumas análises técnicas para tomar uma decisão”, declarou Mendes.
Campos argumenta que a Santa Casa é essencial por funcionar, na prática, de portas abertas, ao contrário do Hospital Central, que atende por regulação.
“Isso porque o Hospital Central que foi inaugurado é de portas fechadas, regulado pela Central de Regulação do SUS. O que isso significa? Não é qualquer paciente que entra lá e é tratado, é preciso estar regulado. Já a Santa Casa é diferente: é um hospital de portas abertas, funciona 24 horas por dia. Qualquer paciente que chegar lá, do mais simples ao mais grave, é recebido e tratado. Por isso essa é a nossa bandeira”, explicou o deputado.
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