operação rota final 25.07.2021 | 16h45

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Reprodução
O empresário Éder Augusto Pinheiro passou por audiência de custódia, nesta tarde de domingo (25), após ter se entregado na sede da Polinter pela manhã. A prisão preventiva de Eder foi mantida.
Pinheiro estava foragido desde 14 de maio, quando o Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) e o Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco) deflagraram a terceira fase da Operação Rota Final.
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A juíza plantonista, Maria Rossi de Meira Borba, da 4ª Vara Criminal de Cuiabá, conduziu a audiência de custódia. A magistrada determinou que o empresário seja encaminhado ao Centro de Custódia da Capital (CCC), já que Éder possui diploma de curso superior.
Investigação
Na época, foi constatado que ele usou as contas da esposa para movimentar R$ 1 milhão que seria usado no pagamento de propina. A Verde Transportes pagaria propina não só para políticos, mas para que outras empresas de ônibus desistissem das licitações.
Em uma das interceptações telefônicas, Eder foi flagrado oferecendo um apartamento em Orlando (EUA) e seu avião para que o então deputado Pedro Satélite pudesse resolver problemas familiares.
Essa não é a primeira vez que Eder Pinheiro se envolve em polêmicas. Além do esquema no transporte, na época do governo de Silval Barbosa (sem partido), ele chegou a ser preso em maio de 2020, após ser flagrado com 5 armas dentro de um avião em Sinop (500 km ao norte de Cuiabá). Apesar da detenção, Eder foi solto horas depois, ao pagar a fiança de R$ 5 mil.
Ele também teve as contas bloqueadas em outubro de 2020, por ter entrado em recuperação judicial e depois ter começado a se desfazer do patrimônio, segundo denúncia de um dos credores.
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