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ALVO DA OPERAÇÃO SUSERANO 27.04.2026 | 14h00

Estado investiga Instituto suspeito de desviar R$ 28 milhões

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SECOM/MT

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O governo do Estado abriu Processo Administrativo de Responsabilização (PAR) do Instituto de Natureza e Turismo (Pronatur), acusada de desviar R$ 28 milhões de emendas parlamentares para a compra de kits de agricultura familiar, que teria sido adquiridos com até 80% de sobrepreço.  

 

O decreto ainda inclui Wilker Weslley  Arruda e  Silva, que era o presidente do Instituto e foi alvo da Operação Suserano, que teve como principal alvo o ex-secretário de Agricultura Familiar de Mato Grosso (SEAF), Luluca Ribeiro (MDB).   O PAR foi aberto e publicado na última sexta-feira (24), e tem como base relatórios da Controladoria Geral do Estado (CGE) que auditou os contratos denunciados.  

 

A denúncia culminou na operação Suserano de 2024, e teve como foco o uso de emendas parlamentares para compra supostamente superfaturadas e sem licitação de kits agrícolas. Nesta fase, além de Luluca, foram alvos o dono de artigos esportivos Alessandro do Nascimento, e sua filha, Ana Caroline Ormond Sobreira Nascimento, o primo dela Matheus Caique Couto dos Santos, Diego Ribeiro de Souza, Rita de Cássia Pereira do Nascimento, Wilker Weslley Arruda Silva, Yhuri Rayan Arruda de Almeida e Luzenildo Ferreira da Silva.

 

A investigação veio à tona após o governo demitir o ex-secretário. A denúncia foi encaminhada para uma auditoria da Controladoria Geral do Estado (CGE), que identificou pelo menos R$ 40 milhões em emendas usadas para a compra de kits Agrícolas, compostos por roçadeira, motocultivador, adubadeira costal e perfurador de solo, entre outros itens.

 

Os investigadores apontam possíveis sobrepreços de até 80% do valor de mercado em termos de fomento que seriam usados para a compra de kits de agricultura familiar.

 

O nome da Operação Suserano, que na idade média era como eram chamados nobres que doavam algum bem - terras, concessão de impostos sobre uma ponte, o uso de equipamentos agrícolas, o uso de uma fonte d’água, etc para outras pessoas, que acabavam se tornando seus vassalos.

 

As suspeitas começaram por conta do aumento da compra via institutos e entidades nos últimos anos.

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