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Cuiabá, Quinta-feira 28/05/2026

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LIVROS SUPERFATURADOS 28.05.2026 | 09h15

Ex-secretário cita aval da PGM e ironiza crítica de Abilio sobre IA

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Rennan Oliveira

Rennan Oliveira

Colocado em ‘suspeição’ pelo prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), no suposto superfaturamento na compra de livros didáticos enquanto comandava a secretaria municipal de Educação, o ex-secretário municipal de Educação, Amauri Monge, rebateu o prefeito de Cuiabá sobre as possíveis irregularidades, afirmando que as compras tiveram o aval da Procuradoria Geral do Município (PGM) e do setor de aquisições da gestão municipal.  

 

“Todas as compras que fizemos tiveram o respaldo da procuradoria do município e da Secretaria de Aquisições. E elas nunca detectaram irregularidades. Então, que o prefeito investigue mesmo”, disse Monge em conversa com o .  

 

O ex-secretário também ironizou as declarações de Abilio, de que os livros adquiridos seriam de baixa qualidade e feitos por IA (Inteligência Artificial). “Acho que essa questão o prefeito tem que tratar com as editoras e não comigo. Mas não quero entrar no mérito. E, como o prefeito não citou o meu nome diretamente, não vou entrar nesta narrativa”, completou.  

 

Leia também - Procuradoria-Geral da República denuncia lobista e mais 8 da Operação Sisamnes

 

As declarações foram dadas após o prefeito usar as redes sociais e anunciar uma investigação interna, que teria detectado irregularidades na aquisição de livros e que poderia causar prejuízos de até R$ 80 milhões.  Segundo o gestor, a auditoria solicitada conseguiu barrar algumas compras, mas já havia detectado mais de R$ 21 milhões em compras de livros.  

 

Apesar de revelar as suspeitas, o caso já havia sido denunciado nas redes sociais por opositores do prefeito. No mês passado, a influencer digital Giselly Fortes, que é crítica ao prefeito, realizou uma denúncia nas redes sociais.  Na época, o prefeito chegou a comentar a denúncia na página, solicitando o nome dos livros.

 

A influencer também encaminhou a denúncia ao vereador de oposição Dídimo Vovô (PSB), que protocolou pedidos de informações aos procedimentos administrativos relativos à aquisição de materiais didáticos e literários por parte da Secretaria Municipal de Educação, já que as informações não estariam no Portal Transparência.  

 

Amauri Monge foi secretário-adjunto de Educação no governo Mauro Mendes. Indicado pelo atual governador Otaviano Pivetta (Republicanos), era considerado um homem de confiança do grupo. Ele deixou a administração estadual em 19 de março do ano passado, quando foi nomeado pelo prefeito Abilio Brunini como adjunto da pasta da Educação. Já no dia 2 de abril de 2025 foi nomeado secretário municipal, onde permaneceu até o dia 2 de abril deste ano.

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