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Política de MT - A | + A

compara prisão do liberal com a de lula 04.02.2026 | 18h39

Fagundes diz que reunião com Bolsonaro define estratégia política em MT

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Fred Moraes e Pablo Rodrigo

redacao@gazetadigital.com.br

João Vieira/ GD

João Vieira/ GD

Autorizado a visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na prisão, o senador Wellington Fagundes (PL) adianta que o tema do encontro será exclusivamente o cenário eleitoral de 2026 e a formação da chapa majoritária do Partido Liberal em Mato Grosso. A reunião está marcada para a manhã do dia 7 de março, um sábado. 

 

Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão no anexo do Complexo da Papuda, a chamada Papudinha, e a visita foi solicitada pelos advogados do ex-presidente no dia 1º de fevereiro, sob o argumento da “necessidade de diálogo direto” com o parlamentar mato-grossense. Com o aval do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, na terça-feira (3), o encontro tende a ter forte impacto político dentro do PL.

 

Em entrevista à imprensa, Fagundes disse que pretende abordar não apenas o processo eleitoral, mas também demonstrar solidariedade ao ex-presidente. “Não é justo o tratamento dado ao nosso presidente. O presidente Lula foi preso com todo direito a visita, já Bolsonaro está isolado. Isso que não concordamos”, afirmou.

 

Segundo o senador, a conversa com Bolsonaro terá como objetivo central reforçar a estratégia bolsonarista para 2026.

 

“Vamos abraçar o presidente Bolsonaro, queremos discutir e mostrar para ele que o Flávio Bolsonaro está consolidado. Nossa maior missão é trabalhar o nome dele como pré-candidato, assim como a minha de governador, a chapa federal e estadual e o Medeiros no Senado”, disse.

 

Nos bastidores, o encontro autorizado por Moraes é visto como um fator que pode fortalecer definitivamente a pré-candidatura de Wellington Fagundes dentro do PL em Mato Grosso, especialmente diante da resistência de parte da legenda em lançar candidatura própria ao governo do Estado.

 

A expectativa é que a conversa, agora viabilizada por decisão do STF, funcione como um divisor de águas dentro do PL e praticamente encerre as especulações sobre um eventual apoio de Bolsonaro a Otaviano Pivetta (Republicanos). Após o encontro com Fagundes, o ex-presidente também deverá solicitar autorização para receber José Medeiros, seu nome ao Senado.

 

Planos eleitorais 

Fagundes também adiantou que a definição do vice em sua eventual candidatura ao governo será feita de forma mais ampla. “O vice será discutido com a população e com os partidos. Lá por maio decidimos”, pontuou.

 

Sobre a segunda vaga ao Senado, o senador confirmou que o empresário Odilio Balbinotti já manifestou interesse em integrar o projeto. “O Balbinotti já colocou a possibilidade de ser suplente”, afirmou.

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