SECRETÁRIO NO ALVO 06.02.2026 | 11h12

fred.moraes@gazetadigital.com.br
Fred Moraes
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), criticou duramente o pedido de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) apresentado na Câmara Municipal, pelo vereador Daniel Monteiro (Republicanos), para apurar supostas denúncias envolvendo o secretário municipal de Trabalho, William Leite de Campos.
Em entrevista à imprensa, Abilio disse que o requerimento carece de fato determinado, provas e objeto claro de investigação, o que inviabiliza sua legalidade. Além disso, lembrou que o pedido de cassação movido pelo ex-juíz, Julier Sebastião, contra o vereador Chico 2000 (PL), segue ‘esquecido’.
“Eu admiro muito todos que têm a proatividade de fazer um pedido de CPI. Só que não pode ser feito com amadorismo. Aquele pedido não tem fato determinado, não tem anexo de nenhuma prova, não tem anexo de nenhum motivo”, declarou.
Conforme o prefeito, o pedido se baseia apenas em boatos, o que, inclusive, já teria motivado o arquivamento de apuração pelo Ministério Público. “É sobre um boato, uma investigação de um boato. Inclusive, foi esse o motivo que o Ministério Público arquivou. Não temos como fazer uma investigação sobre boato”, afirmou.
Abilio afirmou que respeita a iniciativa parlamentar de solicitar CPIs, mas ressaltou que o instrumento precisa ser utilizado com responsabilidade técnica e jurídica. O prefeito disse ainda que, caso houvesse provas concretas, a postura seria diferente.
“Se eu tivesse prova, eu não estava só falando para investigar. Eu estava dizendo: faça o que tiver que fazer. O que veio para mim foi um boato. E esse boato eu não posso nem transformar em denúncia, porque pode ser denunciação caluniosa”, completou.
Críticas aos vereadores
Abilio ainda criticou a atuação de vereadores de sua oposição, como Maysa Leão (Republicanos) e Daniel Monteiro,afirmando que houve tentativa de transformar boatos em fatos com objetivo de gerar repercussão midiática. Além disso, apontou incoerência no posicionamento dos parlamentares que defendem a CPI. Segundo ele, os mesmos vereadores adotaram postura de cautela em relação ao vereador Chico 2000, alvo de investigações policiais.
“O Chico 2000 tem três operações da polícia, prints de conversas, transferências via Pix, pedido de prisão da Polícia Civil. E mesmo assim passaram pano”, criticou.
O pedido de CPI
O requerimento apresentado na Câmara Municipal justificam o pedido com base em declarações feitas pelo próprio prefeito em vídeo publicado nas redes sociais oficiais do Executivo, em 9 de janeiro de 2026, no qual teria mencionado o recebimento de denúncias envolvendo servidores, encaminhadas para apuração por órgãos competentes. Segundo o requerimento, a ausência de esclarecimentos públicos sobre o teor das denúncias comprometeria o princípio da transparência administrativa.
“O Poder Legislativo tem o dever constitucional de exercer sua função fiscalizatória”, diz o documento, que defende a CPI como instrumento para apurar a existência de procedimentos formais, responsabilidades administrativas e garantir esclarecimentos à população cuiabana.
O pedido prevê ainda que a Procuradoria-Geral da Câmara se manifeste quanto à legalidade e constitucionalidade da proposta antes da eventual instalação da comissão.
Até o momento, a CPI não foi instalada e o requerimento segue sob análise no Legislativo municipal.
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