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gastos e coronavírus 04.03.2020 | 11h32

Governador entra com pedido no TRE para adiar eleição ao Senado

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Marcos Vergueiro/Secom

Marcos Vergueiro/Secom

Atualizada às 11h52 - O governador Mauro Mendes (DEM) protocolou um pedido no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) para adiar a eleição suplementar para o Senado, marcada para o dia 26 de abril.

 

No pedido, o governador solicita que a eleição seja realizada apenas em outubro, junto com o pleito municipal. 

 

No entanto, o presidente do TRE, desembargador Gilberto Giraldelli, deverá remeter o pedido para ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a quem cabe decidir.

 

Isso porque a decisão que fixou o prazo para a realização a eleição partiu do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Neste caso, não ao TRE qualquer decisão neste sentido.

 

Leia também - Reforma da Previdência terá prazo de 10 sessões na AL

 

Conforme o apurou com fontes ligadas ao Palácio Paiaguás, o governo trabalha com a defesa de que se a eleição para o Senado, ocorrer juntamente com as eleições municipais de outubro, haverá uma economicidade de recursos da Justiça Eleitoral e do governo do Estado. Isso porque o Estado também gasta recursos para auxiliar o pleito eleitoral com policiamento, entre outros custos. 

 

O segundo tópico para a defesa do adiamento seria que o Estado não ficaria prejudicado no Senado, já que a senadora cassada Selma Arruda (PODE) continua no cargo, e, caso a Mesa Diretora decrete a perda do mandato dela, Carlos Fávaro (PSD) assumirá a vaga conforme liminar do Supremo Tribunal Federal (STF). 

 

E o terceiro argumento seria a aglomeração de pessoas durante a campanha, no período em que o Brasil estaria passando por monitoramento para impedir que o novo coronavírus se prolifere e se torne um problema de saúde pública no Estado. 

 

A notícia cai como uma bomba no meio político do Estado. Vários pré-candidatos estão desde terça-feira (3) buscando informações a respeito do assunto, além de várias articulações.

 

Procurada, a Procuradoria Geral do Estado (PGE) disse que não teria nenhum estudo a respeito do assunto. Já o governador Mauro Mendes não respondeu os questionamentos da reportagem.

 

A assessoria de comunicação do governador também foi procurada e, até a publicação desta matéria, não se manifestou. O espaço segue aberto para qualquer esclarecimento. 

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