'jogo combinado' 06.08.2021 | 07h50

allan@gazetadigital.com.br
Câmara de Cuiabá
Vereadores de oposição alegam terem sidos driblados por mais uma manobra da base aliada do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) para abafar a discussão em torno da abertura de uma nova Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar irregularidades na Saúde da capital. Durante a sessão ordinária desta quinta-feira (5), alguns parlamentares tentaram discutir sobre o assunto, mas acabaram não conseguindo tempo no pequeno e grande expediente.
“Assim como nas outras vezes, usaram uma manobra, lotaram o pequeno expediente com diversas coisas e não deixaram os vereadores inscritos falar. Na sessão da última terça, esvaziaram a sessão para abafar a operação e agora ficaram protelando a discussão para vencer o pequeno expediente", disse o vereador Diego Guimarães (Cidadania) ao
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Conforme noticiou a reportagem, o vereador tenente-coronel Paccola (Cidadania) propôs a abertura da "CPI do Quadrilhão" , com objetivo de investigar o suposto desvios de R$ 100 milhões de recursos da Saúde, descoberto durante a Operação Curare, deflagrada pela Policia Federa na última sexta-feira (30).
Durante a sessão, Pacolla defendeu ao presidente da Câmara, vereador Juca do Guaraná (MDB), que já havia sido inscrito para falar sobre a CPI e era o terceiro na ordem de chamada. O chefe do legislativo, por sua vez, disse que estava apenas seguindo o regimento interno e precisava seguir para a ordem do dia.
"Senhor presidente, eu gostaria que o senhor revisasse as inscrições. A minha inscrição é a terceira, eu aceitei que colocasse porque o senhor colocou o nome para ser lido. Será muito indelicado se o senhor fizer assim, não tem como dizer que isso não é uma manobra e eu vou falar que é claramente para calar os vereadores", disparou.
Na sequência, a vereadora Michelly Alencar (DEM) defendeu que Juca tinha a prerrogativa para abrir mais espaço para os vereadores se manifestarem. "Peço que não encerre o grande expediente porque tem a fala dos vereadores aqui, depois de termos uma sessão cancelada na última terça. Nós temos um assunto de extrema relevância para a população e o creio que o senhor pode sim garantir as falas dos escritos", acrescentou.
Ao final, Juca pediu orientações ao primeiro-secretário, Paulo Henrique (PV) e reiterou que precisava seguir as regras do legislativo. O emedebista seguiu para a votação dos projetos, sem atender o pedido dos parlamentares. "A única coisa que não compete a mim, é a ordem de escrito aqui, somente peço para o primeiro-secretário e ele informa. Portanto, vamos para ordem do dia", finalizou.
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