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Cuiabá, Terça-feira 09/06/2026

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quer apuração ampliada 09.06.2026 | 17h44

Maysa acusa pressão política para impedir CPI na Educação

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Laisa Stofel

laisa@gazetadigital

Fred Moraes/Gazeta Digital

Fred Moraes/Gazeta Digital

A vereadora Maysa Leão (Republicanos) afirmou que houve uma articulação nos bastidores da Câmara de Cuiabá, com envolvimento direto do prefeito Abílio Brunini (PL), para a retirada de assinaturas da sua Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Educação. A parlamentar contesta a prioridade de um requerimento concorrente protocolado pelo vereador Demilson Nogueira (PP). No momento há cinco CPIs em tramitação na Casa, o que impede a instalação de mais uma. Contudo, o andamento de todos é avaliado para que a da Educação seja a próxima, caso tenha as nove assinaturas.

 

“Não faz sentido fazermos investigação de um dos contratos e deixarmos os outros em aberto. É importante a gente frisar para a população que a gente tem denúncia de kits bucais, de superfaturamento de compra de parquinhos e de diversos contratos. Então, já que o próprio prefeito fez esse levantamento dos possíveis R$ 80 milhões em livros e que existem outros indícios de outros superfaturamentos, não faz sentido a gente fazer uma investigação de um dos contratos e deixar todas as outras denúncias em aberto”, argumentou.

 

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Ambos os requerimentos foram lidos em plenário e entraram no prazo regimental de uma sessão para a retirada ou acréscimo de apoios nesta terça-feira (09). Nesse cenário, Maysa revelou que um dos requerimentos de CPI pode simplesmente deixar de existir caso perca o número mínimo de nove assinaturas antes do fechamento do prazo. Entretanto, apesar da pressão política, ela conversou com os outros dez assinantes de sua CPI, que garantiram que manterão o apoio ao processo fiscalizatório.

 

A diferença entre os projetos 

 

Enquanto o projeto concorrente de Demilson foca exclusivamente no contrato da compra de livros gerados por IA e denunciado pelo prefeito, Maysa defende uma apuração ampla e rebate críticas feitas ao seu objeto de investigação, que afirmavam “não ser bem recortado”.

 

“É importante também ressaltar que a CPI dos contratos da educação é um objeto muito bem recortado. E a gente pode olhar para o passado na CPI da Saúde, presidida pelo então vereador Abílio Brunini, que foi exatamente o mesmo recorte da CPI que eu propus. Ele olhou naquela CPI todos os contratos da saúde. Então, o kit bucal vai entrar nessa CPI da Educação, porque foi adquirido pela educação. Já os medicamentos, alguém teria que propor uma CPI voltada para a pasta da Saúde", explicou a parlamentar.

 

Por fim, Maysa defendeu o encerramento das investigações voltadas à gestão do ex-prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), criticando o fato de a Câmara ter cinco CPIs em andamento que olham exclusivamente “para o retrovisor”, apresentando um ritmo de trabalho muito lento que já ultrapassa os 110 dias.

 

“A gente tem cinco CPIs na casa, desde que começou a gestão Abílio Brunini, todas elas olhando para o retrovisor, com andamentos muito lentos. Isso não faz o menor sentido. A CPI da vereadora Maria Avalone (PSDB) está em primeiro lugar na fila. Depois viria a minha CPI, depois viria a CPI do vereador Demilson. Então, a gente espera que as outras CPIs encerrem os trabalhos, apresentem seus relatórios para a gente poder trabalhar e fiscalizar essa gestão”, concluiu em coletiva de imprensa ao fim da sessão.

 

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